Call diário 8/9/2026 | Eleição, Brent e Fed | Nova Futura

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MORNING CALL – NOVA FUTURA

8 de setembro | Terça-feira

Eleição empata de vez, Brent ameaça US$ 100 e payroll devolve o falcão ao Fed

O mercado volta do feriado com três vetores capazes de mexer forte na precificação: pesquisas eleitorais mais apertadas no Brasil, petróleo praticamente nos três dígitos e emprego americano forte o suficiente para recolocar uma alta do Fed em setembro como cenário majoritário.

Aqui, o trade eleitoral continua vivo, mas chega muito mais carregado depois do rali recente. Lá fora, payroll, petróleo e Treasuries voltaram a aumentar o custo de apostar em dinheiro mais barato.


FLÁVIO PASSA NUMERICAMENTE LULA MAS A ELEIÇÃO CONTINUA EMPATADA

BTG Pactual/Nexus mostra Flávio com 46% e Lula com 45% no segundo turno.

A diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Na Quaest divulgada durante o feriado, os dois aparecem com 41% cada.

É mais uma pesquisa confirmando que a disputa ficou muito mais competitiva.

Comentário: Politicamente, ainda é empate técnico.

Para o mercado, entretanto, a tendência importa.

Não é o 46 a 45 que mexe no preço é a sequência de pesquisas dizendo que o cenário deixou de ter favorito confortável.


O TRADE ELEITORAL VOLTA DO FERIADO COM MAIS COMBUSTÍVEL E MAIS RISCO

Bolsa, real e juros já carregam parte importante dessa mudança de percepção.

Na semana passada, o Ibovespa chegou à região dos 185 mil pontos, enquanto o dólar acumulou queda de 1,26% e a curva retirou prêmio, especialmente nos vencimentos longos.

A Verde Asset também informou ter aumentado exposição à renda variável brasileira diante da eleição mais competitiva.

Comentário: Agora existe uma diferença importante:

o mercado não está descobrindo essa tese. Já está posicionado nela.

A pesquisa continua ajudando, mas cada nova alta exige mais confirmação.


STF CONTINUA NO CENTRO DO RISCO POLÍTICO

Crise envolvendo Moraes e Mendonça caminha para o plenário do Supremo.

André Mendonça liberou o caso para julgamento, enquanto Edson Fachin ainda precisa definir o rito e o momento da análise.

A crise também passou a ocupar espaço explícito nas campanhas eleitorais.

Comentário: O risco agora é maior do que uma manchete isolada.

Quanto mais a crise institucional se mistura à eleição, mais difícil fica separar prêmio político de prêmio jurídico.

E isso tende a aparecer primeiro no câmbio e na parte longa da curva.


BRENT BATE NA PORTA DOS US$ 100

Petróleo volta a superar US$ 98 e chega a negociar acima de US$ 99.

Novos ataques no Oriente Médio, interrupções em instalações sauditas e redução do fluxo por Ormuz voltaram a elevar o prêmio geopolítico.

As travessias pelo estreito caíram cerca de 28% na última semana, segundo os dados citados no material.

Comentário: US$ 100 é muito mais que uma barreira psicológica.

É o ponto em que o petróleo começa a contaminar novamente inflação, Treasury e expectativa de juros de maneira muito mais direta.


PAYROLL FORTE DEVOLVE SETEMBRO PARA A MESA

Estados Unidos criaram 162 mil vagas em agosto, muito acima do esperado.

O mercado trabalhava com projeções bem menores. Desemprego permaneceu em 4,1% e salários avançaram 0,3%.

Depois do dado, a probabilidade de alta de 25 pontos-base pelo Fed em setembro voltou para mais de 60%.

Comentário: Waller havia pedido paciência.

O payroll respondeu que a economia talvez aguente aperto adicional.

O Fed voltou a ter espaço para combater inflação sem o mercado conseguir argumentar que está esmagando o emprego.


AGORA O CPI PRECISA DESTRAVAR A DECISÃO DO FED

Inflação de agosto, na sexta-feira, será o último grande teste antes do Fomc.

O emprego veio forte. O petróleo está novamente pressionando energia. Agora falta saber se essa combinação já começou a aparecer nos preços.

O mercado também acompanha o PPI na quinta-feira.

Comentário: A equação ficou simples:

payroll forte + CPI forte praticamente entrega munição para a alta.

Um CPI mais benigno ainda pode devolver alguma dúvida ao mercado.


BCE TAMBÉM ENTRA NO CICLO DE APERTO

Mercado espera alta de 25 pontos-base na quinta-feira.

A expectativa é de que a taxa suba para 2,50%, com inflação europeia novamente pressionada por energia.

Parte dos bancos já começa a discutir novo aumento em dezembro.

Comentário: A mensagem global começa a ficar menos amigável:

Fed discutindo alta, BCE subindo e BoJ acelerando.

O mundo que precificava cortes agora começa a discutir quem vai apertar primeiro.


IPCA DE SEXTA-FEIRA DEFINE ATÉ ONDE O COPOM PODE IR

Brasil terá sua própria prova de inflação no fim da semana.

O IPCA de julho avançou apenas 0,07%, com 4,44% em 12 meses.

Ao mesmo tempo, atividade vem mostrando perda de força, sustentando a expectativa de corte da Selic.

Comentário: O Copom ainda tem argumento doméstico para cortar.

Mas a pergunta mudou:

quanto espaço sobra se petróleo, Fed e dólar começarem a jogar contra ao mesmo tempo?

Esse é o verdadeiro debate para a extensão do ciclo.


FOCUS VIRA MAIS IMPORTANTE NA SEMANA PRÉ-COPOM

Mercado acompanha hoje expectativas para inflação, Selic, PIB e câmbio.

Depois de payroll forte e petróleo perto de US$ 100, qualquer deterioração das expectativas ganha peso extra antes da decisão do BC.

Comentário: O dado corrente mostra onde estamos.

A expectativa mostra onde o mercado teme que vamos chegar.

Na semana pré-Copom, essa diferença vale bastante na curva.


TESOURO COLOCA NTN-B LONGA À PROVA

Leilão de NTN-B 2029, 2033 e 2055 acontece em ambiente de maior pressão global de juros.

O Tesouro também oferta LFT 2032, enquanto os Treasuries voltam a subir pressionados por petróleo e payroll.

Comentário: Hoje o leilão vale como termômetro.

Se o mercado exigir prêmio adicional na duration longa, é sinal de que o exterior voltou a interferir na história doméstica.


SIGMA LITHIUM ENTRA EM MODO VOLATILIDADE

Decisão judicial suspende licenças, enquanto companhia afirma que operações não foram afetadas.

A divergência entre efeito jurídico e operacional provocou forte reação nas ações.

Comentário: É exatamente o tipo de situação em que o trader precisa evitar leitura binária.

Licença, operação e decisão judicial são três coisas diferentes e o preço pode reagir antes de elas convergirem.


RADAR DIRETO PARA O TRADER

BTG/Nexus: Flávio 46% x Lula 45%, dentro da margem.

Quaest: 41% x 41%.

Trade eleitoral: continua vivo, mas muito mais carregado.

STF: risco político e institucional permanece elevado.

Brent: US$ 98–99; US$ 100 virou referência.

Payroll: 162 mil vagas reacende alta do Fed.

Fed: probabilidade de aperto em setembro novamente acima de 60%.

CPI: principal gatilho global da semana.

BCE: alta de juros esperada quinta-feira.

IPCA: principal teste doméstico sexta-feira.

Focus: importante na semana pré-Copom.

NTN-B: leilão mede prêmio exigido na parte longa.

Dólar: último fechamento em torno de R$ 5,13.

Ibovespa: região dos 185 mil continua referência.


LEITURA DA MESA

O feriado acabou, mas o mercado voltou com três contas maiores para pagar. A eleição brasileira ficou praticamente empatada, o Brent está a centímetros dos US$ 100 e o payroll devolveu ao Fed a liberdade para subir juros. Aqui, o trade eleitoral ainda sustenta prêmio menor. Lá fora, petróleo e emprego estão reconstruindo prêmio maior. Essa divergência funcionou na semana passada. A partir de agora, será testada todos os dias.


Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

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