Call diário 28/09/2026 | Eleição, Brent e Treasury | Nova Futura

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MORNING CALL NOVA FUTURA 

28 de setembro | Segunda - feira

BTG/Nexus abre distância no 1º turno, Brent volta a US$ 108 e Treasury começa a semana pressionado

A última semana antes do primeiro turno começa com combustível para volatilidade dos dois lados. A BTG/Nexus mostra Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno, enquanto o segundo segue apertado, em 46% a 44%. Hoje ainda sai Quaest; amanhã, Atlas.

Lá fora, o problema voltou a ser conhecido: Trump rejeitou a última proposta iraniana, o Brent dispara para perto de US$ 109 e os yields americanos voltam a subir. Isso acontece depois de o IPCA-15 brasileiro surpreender para cima e às vésperas de uma semana pesada de dados americanos, com JOLTS, ADP, PCE e payroll.


BTG/NEXUS: LULA 42, FLÁVIO 37 PRIMEIRO TURNO ABRE

Lula oscilou de 40% para 42%; Flávio permaneceu em 37%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 25 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

No segundo turno, o placar é de 46% a 44%, ante 46% a 45% anteriormente.

Hoje ainda vem a Quaest, amanhã AtlasIntel e quinta-feira novo Datafolha.

Comentário: Agora começa a parte perigosa para quem negocia pesquisa isolada.

Na reta final, o mercado vai reagir menos ao número absoluto e mais à confirmação ou negação da tendência entre institutos.

Uma leitura pode mexer no preço. Três leituras na mesma direção mudam posicionamento.


BRENT VOLTA PARA US$ 108 E O ALÍVIO DUROU POUCO

Petróleo dispara mais de 4% após Trump rejeitar a proposta iraniana para Ormuz.

O Irã mantém suas condições para reabrir o estreito, enquanto Washington considera insuficiente a proposta apresentada.

O diálogo continua possível, mas o mercado voltou a colocar prêmio geopolítico no barril.

Comentário: Sexta-feira, petróleo abaixo de US$ 100 ajudava juros.

Hoje, perto de US$ 109, ele volta a trabalhar contra o Copom e contra o Fed ao mesmo tempo.

É uma mudança de narrativa em apenas um fim de semana.


TREASURY CHEGA À SEMANA NA REGIÃO MAIS PERIGOSA EM DÉCADAS

10 anos chegou a 5,228% e o 30 anos tocou 5,531% na sexta-feira.

Energia, economia americana resiliente, fiscal e expectativas de inflação continuam adicionando prêmio à curva.

A expectativa de inflação de um ano da Universidade de Michigan saltou para 4,6%.

Comentário: Aqui está o principal adversário do risk-on.

Treasury a 5,2% não precisa cair muito para ajudar Bolsa mas não pode continuar subindo.

Se petróleo e payroll empurrarem essa curva novamente, emergentes sentem rápido.


IPCA-15 DE 0,70% ACENDEU O AMARELO MAS NÃO MATOU NOVEMBRO

Inflação veio acima do teto das projeções, que chegavam a 0,66%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acelerou para 4,47%.

Boa parte da surpresa veio de itens voláteis, alimentos, passagens e reversão do bônus de Itaipu.

O ponto menos ruim foi a inflação de serviços subjacentes, que desacelerou de 0,50% para 0,28% na margem.

Comentário: Esse dado não cancela um corte de 25 pontos.

Mas muda a qualidade da discussão:

o Copom pode continuar calibrando só que agora tem menos margem para ignorar petróleo, câmbio e expectativas.


NOVEMBRO CONTINUA VIVO DEZEMBRO FICOU MAIS CARO

Casas ainda mantêm novo corte da Selic, apesar da surpresa inflacionária.

A ata e o RPM haviam reforçado a desaceleração da atividade e a transmissão dos juros pelo crédito.

O IPCA-15 piorou o headline, mas não destruiu essa tese.

Comentário: Minha leitura para a curva é:

25 pontos em novembro ainda têm fundamento. O segundo corte passa a exigir mais colaboração dos próximos dados.

Com Brent a US$ 108, a conta ficou menos confortável.


FOCUS GANHA IMPORTÂNCIA DEPOIS DO IPCA-15

BC divulga hoje a primeira rodada de expectativas após a surpresa da inflação.

O mercado vai observar principalmente se aparecem revisões para IPCA e Selic de 2026 e 2027.

Comentário: O dado corrente incomoda.

Mas para o Banco Central, o problema maior começa se a surpresa passar do índice para a expectativa.

É aí que 0,70% deixa de ser um mês ruim e passa a contaminar política monetária.


ESTADOS UNIDOS ENTRAM NA SEMANA DOS DADOS QUE PODEM MEXER NO FED

JOLTS, ADP, PCE e payroll formam a bateria decisiva da semana.

Com Treasuries nas máximas de décadas e petróleo novamente pressionando inflação, dados fortes podem reforçar a discussão de nova alta dos Fed Funds.

A sequência começa amanhã com JOLTS, passa por ADP e PCE na quarta e termina com payroll na sexta.

Comentário: Essa semana tem potencial para reposicionar toda a curva americana.

Emprego forte + PCE quente + Brent acima de US$ 100 é a combinação que os comprados em duration não querem ver.


DÓLAR SEGURA R$ 5,18 MAS O TESTE FICOU MAIS DURO

Real terminou sexta-feira em R$ 5,1817, mesmo com eleição e Treasury elevados.

O câmbio continuou mostrando resistência, mas entra nesta semana com petróleo novamente disparando, juros americanos elevados e eleição no centro do fluxo.

Comentário: O real vem aguentando bastante pancada.

Agora o teste é diferente: eleição apertando e diferencial de juros diminuindo ao mesmo tempo.

R$ 5,20 volta a ser região importante de observação.


FISCAL GANHA MAIS UMA CONTA PARA 2027

Bets, Desenrola 3 e Bolsa Família podem exigir ajustes relevantes no Orçamento do próximo ano.

O material cita estimativa de necessidade de ajuste de até R$ 42,3 bilhões em 2027, combinando aumento de despesas e perda de arrecadação.

Comentário: É por isso que a ponta longa não negocia apenas Copom.

Você pode cortar 25 pontos na Selic e, ao mesmo tempo, aumentar o prêmio de 2031 se a conta fiscal piorar.


SEMANA FINAL DE ELEIÇÃO = LIQUIDEZ E HEDGE MAIS IMPORTANTES

Quaest hoje, Atlas amanhã, Datafolha quinta e debate da Globo na reta final.

Além das pesquisas, campanhas intensificam medidas e comunicação às vésperas do primeiro turno.

Comentário: Para o trader, o alerta é operacional:

quanto mais perto da urna, maior a chance de headline gerar deslocamento maior do que o tamanho da informação justificaria.

Gestão de posição passa a valer tanto quanto leitura de cenário.


RADAR DIRETO PARA O TRADER

BTG/Nexus: Lula 42% x Flávio 37% no 1º turno.

2º turno: 46% x 44%.

Hoje: Quaest.

Amanhã: AtlasIntel.

Quinta: Datafolha + debate.

Brent: acima de US$ 108.

WTI: perto de US$ 96.

Treasury 10Y: região acima de 5,2% recentemente.

30Y: chegou a 5,53%.

IPCA-15: 0,70%.

Focus: hoje.

Dólar: região de R$ 5,18.

Amanhã: Caged + IGP-M + JOLTS.

Quarta: PCE + ADP.

Sexta: payroll.


LEITURA DA MESA

A semana começa tirando duas muletas do mercado brasileiro ao mesmo tempo: o petróleo voltou para US$ 108 e a inflação doméstica veio acima do esperado. O Copom ainda tem argumento para cortar, mas agora precisa de câmbio e expectativas sob controle. Lá fora, Treasury continua esticado e a bateria de dados americanos pode decidir se o Fed terá que apertar ainda mais. E por cima de tudo isso vem a última semana eleitoral. Hoje, preço não vai negociar uma história só vai negociar várias ao mesmo tempo.

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

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