Call diário 01/6

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Resumo do dia 01/06

O mercado passou as últimas semanas comprando a narrativa de paz.

Mas junho começa lembrando uma regra básica de geopolítica:

guerra não acaba porque o mercado quer.

O petróleo voltou a subir, Israel ampliou sua ofensiva no Líbano, os EUA seguem atacando posições iranianas e o acordo com Teerã continua sem assinatura.

Enquanto isso, no Brasil, Lula abre o cofre para segurar combustíveis, o fiscal continua sangrando, o BC segue preso numa Selic de 14% e Washington agora ameaça abrir uma nova frente de conflito contra o Brasil.

Resumo:

o mercado queria operar corte de juros.

Mas junho começou operando guerra, petróleo e risco político.


O MERCADO DESMONTOU O PRÊMIO DE GUERRA CEDO DEMAIS

Explicação

O petróleo volta a subir após tocar mínima de seis semanas. O motivo é simples: não existe acordo fechado entre EUA e Irã e a guerra continua escalando. Israel ampliou sua ofensiva no Líbano e Washington voltou a atacar posições iranianas após a derrubada de um drone americano.

Comentário:

O mercado se apaixonou pela ideia de paz.

O problema é que a guerra não participou da reunião.

Impacto:

Petróleo volta a subir

Inflação continua ameaçando

Juros globais permanecem pressionados


PETRÓLEO VOLTA A LEMBRAR QUEM MANDA

Explicação

O Brent voltou para US$ 94 e o WTI para US$ 90 após a retomada das preocupações com Ormuz e a escalada militar no Oriente Médio.

Comentário:

Durante duas semanas o mercado fingiu que Ormuz estava resolvido.

Hoje o petróleo está cobrando essa conta.

Impacto:

Pressão inflacionária global

Menos espaço para corte de juros

Commodities voltam ao centro da mesa


LULA SEGURA O DIESEL E EMPURRA A CONTA PARA FRENTE

Explicação

A Petrobras cortou o diesel em 9,6%, enquanto o governo prorrogou subsídios e desonerações até julho para tentar conter o impacto da guerra sobre os combustíveis. O custo inicial do pacote já era estimado em R$ 10 bilhões.

Comentário:

O combustível caiu.

A conta não.

Ela apenas mudou de lugar.

Impacto:

Alívio temporário no IPCA

Pressão fiscal continua crescendo

Mercado monitora custo dos subsídios


O FISCAL VIROU O PRINCIPAL PROBLEMA DO GOVERNO

Explicação

O governo ampliou para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de gastos de 2026, enquanto as despesas obrigatórias já caminham para R$ 1,1 trilhão. Só o BPC deve consumir R$ 148 bilhões.

Comentário:

O mercado não está preocupado com o déficit de hoje.

Está preocupado com a trajetória.

Impacto:

Deterioração fiscal continua

Curva longa permanece pressionada

Risco-Brasil segue elevado


PIB FORTE VIROU INIMIGO DA SELIC

Explicação

O PIB do primeiro trimestre veio forte e reforçou a percepção de que a economia continua aquecida apesar dos juros elevados.

Comentário:

Quando a inflação ainda incomoda, crescimento forte deixa de ser boa notícia.

Impacto:

Menos espaço para cortes

Juros futuros seguem perto de 14%

BC continua travado


O BC SEGUE PRESO

Explicação

O mercado inicia a semana acompanhando Focus, produção industrial e payroll americano tentando entender se ainda existe espaço para flexibilização monetária.

Comentário:

A guerra segurou o petróleo.

O PIB segurou o BC.

E a inflação segurou todo o resto.

Impacto:

Selic alta por mais tempo

Crédito continua caro

Bolsa perde tração


TRUMP ABRIU UMA NOVA FRENTE CONTRA O BRASIL

Explicação

Empresários e governo aguardam o resultado da investigação comercial americana que pode resultar em novas tarifas contra produtos brasileiros. Pix, etanol, propriedade intelectual e comércio digital estão na mira.

Comentário:

O problema deixou de ser apenas geopolítico.

Agora também é comercial.

Impacto:

Exportadores entram no radar

Aversão ao risco aumenta

Relação Brasil-EUA volta ao foco


PCC E CV VIRAM RISCO FINANCEIRO

Explicação

Após a decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o Ministério da Fazenda iniciou conversas com bancos para evitar impactos no sistema financeiro e no funcionamento do Pix.

Comentário:

O mercado percebeu algo importante:

quando o governo precisa tranquilizar bancos, é porque existe preocupação real.

Impacto:

Bancos continuam sensíveis

Sistema financeiro segue monitorado

Caso continua contaminando ativos


ELEIÇÃO DE 2026 CONTINUA ENTRANDO NO PREÇO

Explicação

O governo pretende transformar a PEC do fim da escala 6x1 em uma das principais bandeiras eleitorais. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro recupera parte da presença digital após a decisão americana sobre PCC e CV.

Comentário:

A campanha ainda não começou.

Mas Brasília já está em modo eleição.

Impacto:

Ruído político aumenta

Mercado acompanha pesquisas

Volatilidade eleitoral cresce


WALL STREET CONTINUA IGNORANDO A GUERRA

Explicação

Mesmo com conflito, petróleo e tensões geopolíticas, as bolsas americanas seguem renovando máximas impulsionadas pela inteligência artificial. Dell puxou o último rali e Nvidia continua dominando o fluxo global.

Comentário:

A IA continua sendo a anestesia de Wall Street.

Impacto:

Nasdaq segue forte

Fluxo continua concentrado em tecnologia

Mercado ignora parte do risco global


MAIO TERMINOU COM FUGA DE GRINGO

Explicação

O Ibovespa caiu 7,22% em maio, seu pior mês desde fevereiro de 2023. Cerca de R$ 14 bilhões saíram da bolsa brasileira no período.

Comentário:

O estrangeiro não está abandonando o Brasil.

Mas claramente está comprando menos risco.

Impacto:

Bolsa segue fragilizada

Fluxo externo enfraquece

Recuperação fica mais difícil


RESUMO DE MESA

O mercado desmontou cedo demais o prêmio de guerra

O petróleo voltou a subir

Não existe acordo fechado entre EUA e Irã

Lula ampliou subsídios para combustíveis

O fiscal continua sendo o maior problema doméstico

O PIB forte reduz espaço para cortes da Selic

Trump pode abrir uma guerra comercial contra o Brasil

PCC e CV viraram preocupação financeira

A eleição de 2026 segue contaminando os ativos

Wall Street continua ignorando tudo graças à inteligência artificial


FRASE DA MANHÃ

"O mercado passou maio apostando no fim da guerra. Junho começou lembrando que guerra, petróleo e política ainda mandam no jogo."

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