Resumo do dia 26/05
Mercado voltou a comprar a trégua… mas a guerra continua mandando nos ativos
Mercado voltou a comprar a trégua… mas a guerra continua mandando nos ativos
Explicação: Wall Street voltou do feriado operando forte alta após novas sinalizações de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Mesmo com ataques americanos contra bases e embarcações iranianas durante a madrugada, Trump afirmou que as conversas “prosseguem bem”.
Comentário:
O mercado já percebeu que não existe paz.
Existe apenas redução temporária do risco extremo.
Impacto:
Bolsas sobem no curto prazo
Petróleo perde prêmio de guerra
Mercado continua totalmente dependente de manchete
Petróleo derrete… mas ninguém acredita em normalidade
Explicação: O Brent caiu quase 7% e voltou para perto de US$ 93 após investidores apostarem em reabertura gradual de Ormuz. Mesmo assim, EUA, Irã e Israel continuam divergindo sobre urânio, Hezbollah e cessar-fogo regional.
Comentário:
O petróleo saiu do modo pânico…
mas continua muito longe da normalidade.
Impacto:
Pressão inflacionária diminui parcialmente
Bancos centrais respiram
Energia continua sendo variável dominante do mercado
Mercado volta a apostar em corte da Selic
Explicação: Com petróleo recuando e inflação longa estabilizando, aumentou a percepção de que o Copom ainda pode entregar mais um corte em junho. O BC monitorou especificamente as expectativas de inflação para 2028.
Comentário:
O mercado percebeu que o petróleo hoje decide mais a Selic do que Brasília.
Impacto:
Juros futuros fecharam forte
Bolsa ganhou fôlego
Real voltou a respirar
Fed continua duro mesmo com melhora do petróleo
Explicação: Apesar do alívio energético, dirigentes do Fed seguem extremamente cautelosos. Christopher Waller praticamente descartou qualquer corte de juros ainda em 2026.
Comentário:
O mercado quer operar desinflação.
O Fed continua operando medo de errar.
Impacto:
Treasuries continuam elevados
Dólar mantém força estrutural
Techs seguem vulneráveis
Flávio sobrevive ao “Dark Horse”… e reduz pânico do mercado
Explicação: As pesquisas mostraram Lula na frente, mas Flávio Bolsonaro segue competitivo tanto no primeiro quanto no segundo turno. O mercado reduziu parte do estresse após perceber que o caso Vorcaro não destruiu a direita eleitoralmente.
Comentário:
O “Flávio Day” virou desgaste…
não colapso político.
Impacto:
Curva longa aliviou
Dólar perdeu parte da pressão
Mercado mantém cenário competitivo em 2026
Flávio corre para buscar foto com Trump
Explicação: O senador desembarcou em Washington tentando garantir encontro com Donald Trump para reforçar capital político em meio à crise. O PL também contratou nova equipe de marketing para reorganizar a campanha.
Comentário:
A eleição brasileira começou oficialmente nos Estados Unidos.
Impacto:
Política segue contaminando ativos
Mercado monitora força da direita
Volatilidade eleitoral aumenta
Escala 6x1 vira nova bomba econômica em Brasília
Explicação: A PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas e amplia o descanso semanal avançou na Câmara. O texto prevê transição de apenas 14 meses e manutenção integral dos salários.
Comentário:
O mercado começou a enxergar a pauta trabalhista como risco macroeconômico real.
Impacto:
Pressão sobre varejo e serviços
Empresas temem aumento de custo estrutural
Debate sobre informalidade cresce
Galípolo e Fazenda entram em rota de colisão
Explicação: Dario Durigan contradisse publicamente Gabriel Galípolo sobre a PEC 65 do Banco Central. A divergência gira em torno da autonomia financeira e do impacto da proposta sobre a dívida pública.
Comentário:
O conflito revelou uma coisa importante:
nem o governo fala a mesma língua sobre o BC.
Impacto:
Mercado monitora ruído institucional
Curva longa continua sensível
Credibilidade fiscal segue pressionada
Dólar volta a flertar com R$ 5
Explicação: Com o petróleo despencando e o apetite por risco voltando, o dólar chegou a romper os R$ 5 na mínima intraday, mas fechou próximo da estabilidade.
Comentário:
O real melhora quando o mundo ajuda…
mas continua preso ao risco político local.
Impacto:
Carry trade segue sustentando câmbio
Política limita valorização do real
BC mantém conforto parcial
Ibovespa sobe puxado por bancos enquanto Petrobras sofre
Explicação: O Ibov avançou quase 1% com forte recuperação dos bancos, enquanto Petrobras caiu acompanhando o derretimento do petróleo. Vale também ajudou a sustentar o índice.
Comentário:
Quando o petróleo cai, Petrobras apanha…
e os bancos viram a proteção da bolsa.
Impacto:
Financeiro sustenta o índice
Petrobras continua extremamente sensível
Fluxo estrangeiro segue decisivo
Petrobras continua sendo mais política do que petroleira
Explicação: A estatal suspendeu novo leilão de GLP após pressão do governo sobre o preço do gás de cozinha. O mercado segue monitorando risco de intervenção em combustíveis.
Comentário:
Brasília continua mandando mais na Petrobras do que o barril.
Impacto:
Risco político elevado
Mercado teme perda de rentabilidade
Estatal segue no centro da inflação
Wall Street continua operando esperança de paz
Explicação: Mesmo após novos ataques americanos ao Irã, investidores mantiveram forte apetite por risco apostando que o conflito está caminhando para um acordo diplomático gradual.
Comentário:
O mercado decidiu operar o “e se der certo”.
Impacto:
Nasdaq continua resiliente
Bolsas globais respiram
Volatilidade geopolítica continua alta
RESUMO DE MESA
Mercado voltou a comprar trégua no Oriente Médio
Petróleo caiu forte e aliviou inflação
Fed continua duro apesar da melhora energética
Copom ganha espaço para mais um corte
Flávio continua competitivo mesmo após o “Dark Horse”
Escala 6x1 virou risco econômico relevante
BC e Fazenda entraram em rota de colisão
Petrobras continua sob pressão política
Wall Street segue operando esperança de paz
O mercado entrou oficialmente em modo: trégua temporária + petróleo ainda dominante + juros altos por mais tempo + eleição brasileira totalmente no preço dos ativos
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