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title: "Fundos de investimento: o que são e como funcionam? | Nova Futura"
description: Entenda agora o que são fundos de investimentos, como funcionam e de que forma você pode usá-los para alavancar seu patrimônio. Clique agora e confira!
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# [Fundos de investimento: o que são e como funcionam? | Nova Futura](https://blog.novafutura.com.br/fundos-de-investimento)

 Written by [Alan Martins, analista CNPI-T na Nova Futura Investimentos](https://blog.novafutura.com.br/author/alan-martins-analista-cnpi-t-na-nova-futura-investimentos) | 31 de ago. de 2026 12:00:00

Fundos de investimento são estruturas coletivas que reúnem recursos de diferentes investidores para aplicá-los em uma carteira de ativos administrada por profissionais. Em vez de selecionar cada investimento individualmente, o participante adquire cotas e passa a compartilhar os resultados e os riscos da estratégia.

Os fundos podem investir em títulos públicos, crédito privado, ações, moedas e outros ativos, conforme a política definida em seus documentos. Essa estrutura facilita o acesso à gestão profissional e à diversificação, mas não elimina a possibilidade de perdas.

A regulamentação atual é estabelecida principalmente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Resolução CVM 175. A norma permite que um fundo possua diferentes classes e subclasses de cotas, com patrimônios, estratégias, taxas e condições próprias.

Neste conteúdo, você vai entender:

- O que é e como funciona um fundo de investimento;
- Qual é a função do gestor e do administrador;
- Como funcionam cotas, aplicações e resgates;
- Quais taxas podem ser cobradas;
- Como funciona o Imposto de Renda e o come-cotas;
- Qual é a diferença entre fundos abertos e fechados;
- Quais são os principais tipos de fundos;
- O que analisar antes de investir.

## O que é um fundo de investimento?

Um fundo de investimento é uma comunhão de recursos constituída sob a forma de condomínio de natureza especial. O patrimônio é dividido em cotas, e cada cotista participa dos resultados de acordo com a quantidade que possui.

Imagine um fundo cuja cota vale R$ 100. Ao aplicar R$ 10 mil, o investidor adquire 100 cotas. Se o valor da cota subir para R$ 105, sua participação passa a valer R$ 10,5 mil; se cair para R$ 95, o saldo recua para R$ 9,5 mil.

A valorização ou desvalorização das cotas reflete o desempenho dos ativos da carteira, descontados os custos previstos. Por isso, gestão profissional não significa rentabilidade garantida.

Atenção: fundos de investimento estão sujeitos a riscos de mercado, crédito e liquidez. Antes de aplicar, leia o regulamento, a lâmina e os demais documentos da classe.

## Como um fundo de investimento funciona na prática?

Ao aplicar, o investidor compra cotas da classe escolhida. O gestor utiliza os recursos para montar a carteira conforme a política de investimento, enquanto o administrador cuida do funcionamento legal, operacional e informacional da estrutura.

Na regulamentação atual, um mesmo fundo pode possuir diferentes classes de cotas. Cada classe mantém patrimônio segregado, de modo que suas obrigações e ativos não se confundam com os de outras classes do mesmo fundo.

Os principais participantes são:

| **Participante** | **Principal função** |
| --- | --- |
| **Cotista** | Investe recursos e participa dos resultados por meio das cotas |
| **Gestor** | Analisa o mercado e decide quais ativos comprar, manter ou vender |
| **Administrador** | Responde pelo funcionamento do fundo e pelo cumprimento das regras |
| **Custodiante** | Realiza a guarda e o controle dos ativos, quando contratado |
| **Auditor independente** | Examina as demonstrações contábeis conforme as regras aplicáveis |
| **Distribuidor** | Oferece as cotas aos investidores e conduz o processo de aplicação |

 

O administrador e o gestor são considerados prestadores de serviços essenciais e possuem responsabilidades diferentes e complementares.

## Como funcionam o valor da cota, a aplicação e o resgate?

O valor da cota é calculado com base no patrimônio da classe dividido pela quantidade de cotas existente. Esse valor varia conforme o desempenho dos ativos, os rendimentos recebidos e as despesas cobradas.

Nos fundos abertos, o investidor pode solicitar o resgate conforme os prazos previstos no regulamento. Entretanto, o valor utilizado pode ser o da data de conversão, e o dinheiro somente será recebido na data de pagamento.

Por exemplo, um fundo identificado como D+30 para conversão e D+2 para pagamento pode calcular o valor do resgate 30 dias após a solicitação e depositar os recursos dois dias úteis depois. Por isso, o prazo total de acesso ao dinheiro deve ser verificado antes da aplicação.

## Quais taxas podem ser cobradas pelos fundos?

Os fundos podem cobrar diferentes taxas para remunerar os prestadores de serviço. Os percentuais e critérios devem estar descritos no regulamento, na lâmina e nos demais documentos disponíveis ao investidor.

Entre as principais estão:

- Taxa de administração: remunera os serviços legais, administrativos e de manutenção da estrutura;
- Taxa de gestão: remunera o trabalho de seleção e acompanhamento dos investimentos;
- Taxa de distribuição: remunera a instituição responsável por distribuir as cotas, quando aplicável;
- Taxa de performance: pode ser cobrada quando o fundo supera o indicador de referência e atende às regras previstas no regulamento.

As taxas são normalmente expressas em percentual anual, mas apropriadas ao longo do tempo no valor da cota. A regulamentação atual exige maior transparência e segregação das remunerações dos diferentes prestadores.

Ponto de atenção: compare o retorno líquido de taxas e verifique se os custos são compatíveis com a estratégia, a complexidade e o desempenho do fundo.

## Como funciona a tributação dos fundos de investimento?

A tributação depende da categoria do fundo, da composição da carteira, do prazo médio dos ativos e do tempo de permanência do investidor. Portanto, nem todos os fundos seguem a mesma regra.

Nos fundos de longo prazo sujeitos ao regime geral, o Imposto de Renda no resgate segue a tabela regressiva:

| **Prazo da aplicação** | **Alíquota de IR** |
| --- | --- |
| **Até 180 dias** | 22,5% |
| **De 181 a 360 dia** | 20% |
| **De 361 a 720 dias** | 17,5% |
| **Acima de 720 dias** | 15% |

 

Nos fundos de curto prazo, as alíquotas são:

| **Prazo da aplicação** | **Alíquota de IR** |
| --- | --- |
| **Até 180 dias** | 22,5% |
| **Acima de 180 dias** | 20% |

 

A classificação tributária como curto ou longo prazo depende do prazo médio da carteira do fundo, e não necessariamente do período pelo qual o investidor pretende manter a aplicação.

## O que é come-cotas?

O come-cotas é a antecipação periódica do Imposto de Renda sobre a valorização das cotas. Nos fundos sujeitos a essa sistemática, a cobrança ocorre no último dia útil de maio e novembro, por meio da redução da quantidade de cotas do investidor.

Nos fundos de longo prazo submetidos ao regime geral, a antecipação ocorre à alíquota de 15%; nos de curto prazo, a 20%. Caso a alíquota final devida no resgate seja maior, cobra-se a diferença naquele momento.

Fundos de ações não estão sujeitos à tributação periódica e possuem alíquota de 15% no resgate. FIDC, ETF, FIP, FII e outras categorias podem seguir regras próprias ou exceções específicas.

Ponto de atenção: o come-cotas não é uma tarifa adicional. Trata-se de uma antecipação do Imposto de Renda que seria devido conforme as regras da aplicação.

Aviso tributário: regras fiscais podem mudar e variam conforme o fundo e o investidor. Consulte os documentos do produto e, em situações específicas, um profissional especializado.

## Qual é a diferença entre fundos abertos e fechados?

Na regulamentação atual, a classificação como aberta ou fechada é atribuída às classes de cotas.

| **Característica** | **Classe aberta** | **Classe fechada** |
| --- | --- | --- |
| **Novas aplicações** | Podem ser permitidas conforme as regras da classe | Normalmente ocorrem em períodos de oferta ou captação |
| **Resgate** | Pode ser solicitado conforme os prazos do regulamento | Geralmente ocorre no encerramento ou nas condições previstas |
| **Saída antecipada** | Por solicitação de resgate | Por venda das cotas no mercado secundário, quando disponível |
| **Liquidez** | Depende dos prazos de conversão e pagamento | Depende da existência de compradores para as cotas |

 

Nas classes abertas, o investidor pode solicitar o resgate, mas deve respeitar os prazos previstos. Nas fechadas, as cotas normalmente só são resgatadas ao término da duração; quando negociadas em mercado, a saída antecipada depende da liquidez e do preço oferecido.

## Por que considerar investir em fundos?

O principal benefício é o acesso à gestão profissional. O gestor acompanha o mercado, seleciona ativos e ajusta a carteira de acordo com a estratégia prevista.

Outra vantagem possível é a diversificação. Com uma única aplicação, o investidor pode obter exposição a diferentes emissores, setores, prazos e classes de ativos, embora o grau de concentração varie entre os fundos.

Algumas estruturas também permitem acesso a ativos ou estratégias que seriam mais difíceis de executar individualmente, como crédito privado, mercados internacionais, moedas, derivativos e operações quantitativas.

Entre os principais benefícios estão:

- Gestão realizada por profissionais autorizados;
- Acesso a carteiras diversificadas;
- Praticidade no acompanhamento;
- Possibilidade de aplicações iniciais acessíveis;
- Acesso a diferentes mercados e estratégias;
- Transparência por meio de documentos e divulgações periódicas.

Por outro lado, os fundos possuem custos, riscos e regras de liquidez que precisam ser avaliados antes da aplicação.

## Quais são os principais tipos de fundos?

Os Fundos de Investimento Financeiro (FIF) são divididos em quatro tipos principais conforme sua política e seus fatores de risco.

| **Tipo** | **Características principais** |
| --- | --- |
| **Renda fixa** | Mantém pelo menos 80% do patrimônio em ativos relacionados à renda fixa |
| **Ações** | Investe no mínimo 67% do patrimônio em ações e ativos relacionados |
| **Cambial** | Mantém ao menos 80% do patrimônio exposto ao fator de risco cambial |
| **Multimercado** | Combina diferentes classes e fatores de risco sem concentração obrigatória em apenas um deles |

 

Além dos FIFs, existem categorias com regulamentação própria, como:

- Fundos de Investimento Imobiliário (FII);
- Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC);
- Fundos de Investimento em Participações (FIP);
- Fundos de índice (ETF);
- Fundos das Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro).

FIIs, por exemplo, investem em ativos e direitos relacionados ao mercado imobiliário e possuem classes constituídas em regime fechado.

## O que analisar antes de escolher um fundo?

A rentabilidade passada é apenas uma das informações disponíveis e não garante resultados futuros. Antes de investir, avalie:

1. Defina seu objetivo: entenda para que o dinheiro será utilizado e por quanto tempo poderá permanecer aplicado;
2. Verifique o risco: analise os ativos da carteira, a estratégia e as possibilidades de perda;
3. Confira a liquidez: observe os prazos de conversão e pagamento do resgate;
4. Compare as taxas: avalie administração, gestão, distribuição e performance;
5. Analise o benchmark: entenda com qual referência o desempenho é comparado;
6. Conheça o gestor: verifique experiência, processo de investimento e consistência da estratégia;
7. Leia os documentos: consulte regulamento, lâmina, materiais de risco e histórico;
8. Observe a aplicação mínima: confirme se o valor é compatível com sua carteira;
9. Considere a tributação: avalie o impacto do IR, come-cotas e demais regras;
10. Evite concentração: verifique quanto da sua carteira ficará exposto ao mesmo fundo ou estratégia.

Atenção: fundos de investimento não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. O FGC classifica fundos de renda fixa, debêntures, CRIs e CRAs entre os produtos sem garantia ordinária.

## Qual é o papel da assessoria na escolha de um fundo?

Escolher um fundo envolve analisar mais do que a rentabilidade divulgada. Estratégia, risco, prazo, liquidez, taxas, tributação e papel do produto na carteira precisam ser considerados em conjunto.

Na Nova Futura, o investidor encontra uma prateleira com mais de 260 fundos de renda fixa, ações, multimercado, cambiais e outras estratégias. A plataforma permite comparar categoria, risco, aplicação mínima, taxas, documentos e histórico, com apoio de assessores na avaliação das alternativas.

Como corretora independente desde 1983, a Nova Futura oferece acesso a diferentes gestoras e atendimento especializado para ajudar o investidor a selecionar fundos compatíveis com seus objetivos e perfil de risco.

[Conheça os fundos disponíveis!](https://www.novafutura.com.br/fundos)

## Perguntas frequentes sobre fundos de investimento

### Fundos de investimento têm garantia do FGC?

Não. Fundos não contam com cobertura do FGC, pois o patrimônio pertence aos cotistas e está sujeito aos resultados dos ativos da carteira.

### Preciso de muito dinheiro para começar a investir em fundos

Não necessariamente. A aplicação mínima varia entre os produtos, e alguns fundos permitem começar com valores baixos.

### Investir em fundos é seguro?

Depende dos ativos e da estratégia. Todo fundo possui riscos, e o valor das cotas pode subir ou cair conforme o desempenho da carteira.

### Qual é a diferença entre gestor e administrador?

O gestor decide os investimentos da carteira. O administrador responde pelo funcionamento legal, operacional e informacional do fundo.

### O que é come-cotas?

É a antecipação periódica do Imposto de Renda realizada por meio da redução de cotas, geralmente no último dia útil de maio e novembro.

### Fundo fechado tem liquidez diária?

Não necessariamente. A saída antecipada costuma depender da venda das cotas no mercado secundário e da existência de compradores.

### Rentabilidade passada garante o desempenho futuro?

Não. O desempenho anterior não garante resultados futuros, e o fundo pode apresentar perdas conforme as condições do mercado e sua estratégia.

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