Autoridades regulatórias da China sinalizaram a possibilidade de reduzir a exposição a títulos do Tesouro americano. A reação foi imediata: o dólar perdeu força e os yields dos Treasuries subiram, reacendendo a discussão sobre o risco associado à dívida dos Estados Unidos. O movimento favorece ativos de mercados emergentes, mas aumenta a volatilidade nos juros globais.
A vitória expressiva de Sanae Takaichi fortaleceu expectativas de política fiscal expansionista no Japão. O Nikkei atingiu máxima histórica, enquanto o iene segue pressionado, colocando o Banco do Japão em uma posição cada vez mais delicada diante do descompasso entre política monetária e fiscal.
No mercado doméstico, o foco recai sobre a fala de Gabriel Galípolo, em um momento em que a expectativa majoritária permanece ancorada em um corte de 0,50 ponto percentual da Selic em março. A divulgação do relatório Focus ajuda a calibrar se o consenso segue intacto. A parte curta da curva permanece estável, enquanto o miolo reage a qualquer sinalização diferente do esperado.
O BTG divulgou lucro 40% maior no quarto trimestre, com retorno sobre patrimônio elevado e execução operacional consistente. O resultado reforça a percepção de qualidade do banco e contribui para melhorar o humor em relação ao setor financeiro após semanas de maior cautela.
O petróleo recua com a redução das tensões no Oriente Médio, retirando um importante fator de sustentação recente. Em contrapartida, minério de ferro e cobre avançam, apoiados por sinais da China e pela desvalorização do dólar, o que traz algum alívio para ações ligadas à mineração.
Declarações de integrantes do governo questionando a autonomia do Banco Central reacenderam preocupações institucionais. O mercado reagiu com pressão adicional na ponta longa da curva de juros, mantendo o prêmio de risco elevado no horizonte mais longo.
O dia traz a divulgação do relatório Focus pela manhã e a participação de Galípolo em evento público. Ao longo da semana, dados de inflação, atividade no Brasil e indicadores-chave nos Estados Unidos aumentam o potencial de volatilidade nos mercados.