Blog Nova Futura

Call diário 5/2/2026

Indicações para o Banco Central mantêm pressão sobre os juros

O mercado doméstico segue operando sob ruído institucional, com a curva de juros pressionada pelas incertezas relacionadas às indicações para a diretoria do Banco Central, em especial para a área de Política Econômica. Apesar do compromisso do Copom com o início do ciclo de cortes, a percepção de risco institucional mantém a ponta longa da curva em níveis elevados.

Tesouro testa demanda por risco soberano

O Tesouro Nacional realiza leilões de LTNs e NTN-Fs em um momento de menor atuação dos dealers. O resultado será relevante para medir o apetite do mercado por risco soberano em um ambiente marcado por incertezas institucionais e fiscais.

Itaú confirma solidez, mas reação é contida

O Itaú apresentou resultados em linha com as expectativas, reforçando a solidez operacional e sinalizando aceleração do crédito à frente, com a perspectiva de queda dos juros. Ainda assim, o desempenho não empolgou o mercado, que segue mais seletivo com o setor financeiro após resultados fracos recentes de concorrentes.

Bradesco vira o próximo teste para o setor bancário

O balanço do Bradesco, divulgado após o fechamento, é aguardado como um possível fator de estabilização para o setor financeiro. A expectativa é de melhora gradual, com foco em crédito com garantia, controle da inadimplência e postura conservadora nas provisões.

Nova York ensaia estabilização após correção

Nos Estados Unidos, o movimento de venda em ações de tecnologia perdeu força, mas o mercado segue cauteloso. Projeções de investimentos elevados em inteligência artificial mantêm o setor sob pressão, enquanto investidores aguardam dados de emprego e decisões de política monetária na Europa.

Commodities entram em fase de ajuste

Após o rali recente, petróleo, minério de ferro e metais recuam. A redução do prêmio geopolítico, após sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã, e a desaceleração sazonal da atividade na China explicam o movimento. A correção ajuda no controle inflacionário, mas reduz suporte para ações ligadas a commodities.

Noticiário fiscal volta ao radar

A aprovação de projetos com impacto potencial sobre gastos públicos reacendeu preocupações fiscais. O mercado acompanha os próximos desdobramentos institucionais e seus efeitos sobre a trajetória das contas públicas, mantendo o tema como um dos principais riscos para juros e câmbio.

Mercado opera com viés defensivo

Com juros longos pressionados, Bolsa em correção técnica após máximas históricas e bancos no centro das atenções, o ambiente segue marcado por volatilidade elevada. O cenário externo oferece suporte limitado, sem atuar como gatilho claro para retomada de apetite por risco.