O avanço das commodities segue como principal vetor positivo dos mercados. O ouro voltou a operar acima de US$ 5.000, reforçando a demanda por proteção, enquanto o petróleo sobe em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento favorece ativos de mercados emergentes e melhora o humor com ações ligadas ao setor de energia, especialmente no Brasil.
Os principais índices internacionais mostram falta de tendência clara, refletindo uma rotação setorial após balanços recentes de empresas de tecnologia. O enfraquecimento do setor abre espaço para small caps e segmentos mais cíclicos, enquanto investidores aguardam dados relevantes de atividade nos Estados Unidos, o que mantém a volatilidade elevada.
Os juros dos títulos americanos sobem levemente antes da divulgação de indicadores de atividade, dando suporte ao dólar no curto prazo. O movimento gera pressão marginal sobre moedas emergentes, mas não altera o cenário de dólar estruturalmente mais fraco no médio prazo, mantendo a curva de juros local sensível a surpresas externas.
O mercado aguarda a divulgação do resultado trimestral do Itaú após o fechamento, com expectativa de mais um desempenho sólido. Um balanço robusto pode direcionar o setor bancário e reforçar a percepção de bancos como ativos defensivos em um ambiente de queda da Selic, embora resultados fracos recentes no exterior limitem o entusiasmo.
Notícias envolvendo reajustes e criação de novos cargos reacenderam preocupações fiscais. O noticiário pressiona a ponta longa da curva de juros e mantém um prêmio de risco estrutural nos ativos locais, funcionando como contraponto ao rali observado na Bolsa.
Discussões sobre possíveis nomes para a diretoria do Banco Central voltaram a gerar cautela entre investidores. As indicações reacendem o debate sobre autonomia e condução da política monetária, reduzindo o otimismo de curto prazo na curva, apesar de o mercado seguir confortável com um corte de juros em março.
O adiamento de depoimentos e a continuidade da CPI mantêm o caso Master e Vorcaro no radar. Embora haja alívio na pressão imediata sobre instituições financeiras envolvidas, o risco político e jurídico permanece latente, com potencial de gerar volatilidade pontual no setor.
O fluxo estrangeiro positivo e o desempenho das commodities levaram o Ibovespa a novos patamares históricos. A expectativa de queda da Selic sustenta o movimento, com Vale e Petrobras liderando os ganhos, embora o mercado comece a monitorar sinais de realização no curto prazo.