Petróleo acima de US$ 82 eleva prêmio geopolítico, pressiona juros e dólar, enquanto PIB e Caged testam narrativa de desaceleração no Brasil.
Impacto: Pressão inflacionária global sobe de patamar. Energia vira o novo driver de risco. Se Ormuz fechar de fato, esquece inflação comportada, o mercado começa a precificar choque de oferta.
Comentário: O mercado estava discutindo corte de juros… agora está discutindo barril a US$ 100. Mudou o jogo e não foi o Copom que apitou.
Impacto: PIB do 4º tri deve vir fraco (≈0,2%), reforçando perda de tração. Caged pode mostrar ~95 mil vagas, número positivo, mas dentro da sazonalidade.
Comentário: Se a atividade confirmar fraqueza, ajuda o BC. O problema? Petróleo não está colaborando. Economia pede corte, inflação pede cautela. O Copom está no meio do fogo cruzado.
Impacto: Mercado ainda precifica 0,50pp em março (≈80%), mas a Selic terminal já sobe para perto de 12,35%. Abril ficou mais nebuloso.
Comentário: A chance de 0,75 morreu. Agora o debate é se o BC mantém o script ou começa a pisar no freio. Petróleo é imposto inflacionário e ninguém corta juro com barril cuspindo fogo.
Impacto: Dólar voltou para R$ 5,16. Juros longos abriram. Se a guerra escalar, prêmio continua entrando na curva.
Comentário: Real estava se achando o “queridinho emergente”. Aí o Oriente Médio resolveu testar essa tese. Mercado não perdoa ingenuidade.
• 9h: PIB
• 11h: Caged
• Petróleo acima de US$ 80 é o termômetro real do dia
• Curva reage mais ao noticiário do Irã do que aos dados locais
Se o petróleo estabiliza → bolsa respira.
Se o petróleo acelera → curva abre e dólar ganha tração.
Hoje não é dia de previsão. É dia de gestão de risco.
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