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Call diário 3/2/2026

MORNING CALL NOVA FUTURA | 03/02/2026

Ata do Copom no centro das atenções

O Banco Central divulga hoje a ata do Copom, que pode confirmar ou frustrar a expectativa predominante de corte de 0,50 ponto percentual da Selic em março. Embora o comunicado recente tenha sido interpretado como dovish, a autoridade monetária evitou se comprometer com o ritmo de flexibilização, condicionando a decisão à evolução do cenário.

Câmbio ganha peso na leitura de política monetária

O Copom utilizou em seus modelos um câmbio mais depreciado, em torno de R$ 5,35, apesar da cotação mais próxima de R$ 5,20 no mercado. Caso a ata esclareça essa escolha, investidores podem se sentir mais confortáveis em manter apostas em um ciclo de cortes mais intenso, dado o impacto do câmbio sobre a inflação.

Indicação para o BC pressiona a curva longa

A indicação de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central gerou reação negativa na curva de juros mais longos. O mercado reagiu ao perfil acadêmico e às posições históricas do indicado, o que elevou o prêmio de risco, mesmo sem efeitos práticos imediatos sobre a política monetária.

Congresso retoma atividades e fiscal volta ao radar

Com o retorno do Congresso, o governo acelerou a agenda e aprovou o Programa Gás do Povo com ampla margem. A iniciativa reforça o viés social da política econômica em um ano sensível do ponto de vista fiscal, mantendo a atenção dos investidores sobre o equilíbrio das contas públicas.

Caso Master segue gerando ruído institucional

O Fundo Garantidor de Créditos já desembolsou R$ 35 bilhões no caso Master, e novas despesas ainda são esperadas. A crise extrapolou o setor financeiro, atingindo o ambiente político e institucional, o que mantém o tema no radar do mercado.

Agenda doméstica concentra volatilidade

O destaque do dia é a divulgação da ata do Copom, às 8h. Também estão previstos os dados de produção industrial, com expectativa de queda, e participação do ministro da Fazenda em entrevista pela manhã. A combinação de eventos tende a aumentar a volatilidade nos ativos locais.

Cenário externo segue relativamente estável

No exterior, a agenda de dados é esvaziada, especialmente nos Estados Unidos. Ainda assim, o dólar permanece firme e os juros elevados, influenciados por expectativas em torno da política monetária. As bolsas internacionais operam em alta moderada, puxadas pelo setor de tecnologia e por acordos comerciais.