O mercado perde confiança em sinais de acordo, com petróleo elevado, juros pressionados e aumento do risco global e doméstico.
Trump adiou novamente o prazo para um acordo com o Irã — agora para 6 de abril — após falta de avanço nas negociações. O movimento foi interpretado como fragilidade dos EUA no conflito.
Comentário: o mercado já começa a questionar a narrativa de “acordo próximo”. Cada adiamento aumenta a incerteza.
Impacto: petróleo segue pressionado para cima, bolsas globais perdem tração e volatilidade aumenta.
Mesmo com tentativas de negociação, o petróleo se mantém próximo de US$ 110, refletindo risco real de interrupção de oferta.
Comentário: o mercado não compra mais promessa — só reage a fluxo real de petróleo.
Impacto: pressão inflacionária global continua no radar, dificultando cortes de juros no mundo.
China abre investigações comerciais contra os EUA, elevando tensão geopolítica além da guerra.
Comentário: deixa de ser só Oriente Médio — risco vira global.
Impacto: aumenta aversão a risco e limita recuperação das bolsas.
Dirigentes do Fed já sinalizam preocupação com inflação e defendem cautela.
Comentário: petróleo alto + guerra longa = BCs mais duros.
Impacto: mercado reduz apostas de cortes e juros longos permanecem pressionados.
BC continua atuando no câmbio e juros sobem acompanhando exterior.
Comentário: Brasil não está isolado — está importando volatilidade.
Impacto: dólar firme e curva de juros inclinada.
Desemprego deve subir para 5,7% e mercado monitora contas externas.
Comentário: leve deterioração no emprego pode ajudar o BC — mas ainda é cedo.
Impacto: pode aliviar pressão inflacionária doméstica na margem.
Lula cobra reação mais rápida de aliados diante do avanço de Flávio Bolsonaro.
Comentário: cenário eleitoral começa a entrar no preço.
Impacto: aumento do risco político e prêmio nos ativos locais.
Discussão sobre subsídio ao diesel continua sem consenso entre governo e estados.
Comentário: governo tenta segurar preço na marra.
Impacto: pressão fiscal adicional e risco para contas públicas.
Braskem reporta prejuízo bilionário e levanta dúvidas sobre operações
Nubank avança em aquisição estratégica
JBS enfrenta greve nos EUA
Comentário: micro começa a refletir cenário macro mais difícil.
Impacto: seletividade aumenta no mercado.
Trump recua, o mercado perde confiança e a volatilidade aumenta.
petróleo segue alto
juros permanecem pressionados
risco global em alta
O mercado passa a reagir mais aos fatos do que às expectativas, com a geopolítica dominando a formação de preços.