Resumo do dia
O mercado volta ao modo cautela com a alta do petróleo, pressionando juros globais e elevando o risco político e fiscal no Brasil.
Exterior: petróleo volta a subir e mercado perde o alívio
O petróleo retoma a alta, com Brent acima de US$ 105, após o Irã rejeitar propostas dos EUA e aumentar o risco de escalada no conflito. Há rumores de possível ofensiva militar mais ampla dos EUA, inclusive com tropas terrestres.
Comentário: o mercado tinha comprado a narrativa de cessar-fogo — agora volta pra realidade: guerra longe de acabar.
Impacto: pressão direta em inflação global, juros longos e ativos de risco. Volatilidade segue sendo o nome do jogo.
Commodities: petróleo vira o termômetro do mercado
Além da alta, surgem alertas mais pesados: BlackRock fala em petróleo a US$ 150 e risco de choque global.
Comentário: não é só preço — é risco sistêmico começando a entrar no radar.
Impacto: bolsas pressionadas, juros globais em alta e rotação para ativos defensivos.
Juros: Copom segue condicionado ao cenário externo
Com o cenário externo instável, o BC mantém postura aberta. IPCA-15 deve desacelerar agora, mas ainda sem capturar a guerra.
Comentário: inflação “bonita” no curto prazo, mas enganosa — o problema está vindo.
Impacto: mercado segue apostando em corte em abril, mas com risco crescente de frustração se o petróleo continuar subindo.
Brasil: política começa a pesar nos ativos
Lula enfrenta pressão com avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e divisão interna sobre estratégia eleitoral.
Comentário: cenário político começa a contaminar percepção de risco.
Impacto: aumenta prêmio de risco local, principalmente em juros longos e câmbio.
Fiscal: governo reage ao choque externo
Plano de R$ 15 bi para empresas e novas discussões sobre subsídios ao diesel.
Comentário: governo tenta segurar impacto da guerra, mas à custa de mais pressão fiscal.
Impacto: risco fiscal segue no radar e limita queda estrutural dos juros.
Empresas: destaques corporativos do dia
Americanas pede fim da recuperação judicial
JBS entrega resultado forte, mas com pressão de margem
Bradesco anuncia R$ 3 bi em JCP
Comentário: micro ainda resiliente, mas macro começa a pesar.
Impacto: seletividade aumenta, com mercado menos direcional.
Resumo final
O mercado tentou acreditar na redução de risco geopolítico, mas voltou ao cenário de incerteza.
Petróleo sobe
Juros permanecem pressionados
Bolsa segue sem direção clara
A dinâmica atual permanece dominada pelo cenário geopolítico e seus efeitos sobre inflação e política monetária.
Deixe um comentário