Call diário 26/3/2026

Tempo de leitura: 2 min.

Resumo do dia

O mercado volta ao modo cautela com a alta do petróleo, pressionando juros globais e elevando o risco político e fiscal no Brasil.


Exterior: petróleo volta a subir e mercado perde o alívio

O petróleo retoma a alta, com Brent acima de US$ 105, após o Irã rejeitar propostas dos EUA e aumentar o risco de escalada no conflito. Há rumores de possível ofensiva militar mais ampla dos EUA, inclusive com tropas terrestres.

Comentário: o mercado tinha comprado a narrativa de cessar-fogo — agora volta pra realidade: guerra longe de acabar.

Impacto: pressão direta em inflação global, juros longos e ativos de risco. Volatilidade segue sendo o nome do jogo.


Commodities: petróleo vira o termômetro do mercado

Além da alta, surgem alertas mais pesados: BlackRock fala em petróleo a US$ 150 e risco de choque global.

Comentário: não é só preço — é risco sistêmico começando a entrar no radar.

Impacto: bolsas pressionadas, juros globais em alta e rotação para ativos defensivos.


Juros: Copom segue condicionado ao cenário externo

Com o cenário externo instável, o BC mantém postura aberta. IPCA-15 deve desacelerar agora, mas ainda sem capturar a guerra.

Comentário: inflação “bonita” no curto prazo, mas enganosa — o problema está vindo.

Impacto: mercado segue apostando em corte em abril, mas com risco crescente de frustração se o petróleo continuar subindo.


Brasil: política começa a pesar nos ativos

Lula enfrenta pressão com avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e divisão interna sobre estratégia eleitoral.

Comentário: cenário político começa a contaminar percepção de risco.

Impacto: aumenta prêmio de risco local, principalmente em juros longos e câmbio.


Fiscal: governo reage ao choque externo

Plano de R$ 15 bi para empresas e novas discussões sobre subsídios ao diesel.

Comentário: governo tenta segurar impacto da guerra, mas à custa de mais pressão fiscal.

Impacto: risco fiscal segue no radar e limita queda estrutural dos juros.


Empresas: destaques corporativos do dia

Americanas pede fim da recuperação judicial
JBS entrega resultado forte, mas com pressão de margem
Bradesco anuncia R$ 3 bi em JCP

Comentário: micro ainda resiliente, mas macro começa a pesar.

Impacto: seletividade aumenta, com mercado menos direcional.


Resumo final

O mercado tentou acreditar na redução de risco geopolítico, mas voltou ao cenário de incerteza.

Petróleo sobe
Juros permanecem pressionados
Bolsa segue sem direção clara

A dinâmica atual permanece dominada pelo cenário geopolítico e seus efeitos sobre inflação e política monetária.

Deixe um comentário