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title: Call diário 22/4/2026 | Petróleo, Ormuz e Selic | Nova Futura
description: Petróleo testa US$ 100 com Ormuz bloqueado, enquanto trégua entre EUA e Irã sustenta bolsas e mantém pressão sobre inflação e Selic.
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# [Call diário 22/4/2026 | Petróleo, Ormuz e Selic | Nova Futura](https://blog.novafutura.com.br/call-diário-22/4/2026-petroleo-ormuz-selic)

 Written by [Alan Martins, analista CNPI-T na Nova Futura Investimentos](https://blog.novafutura.com.br/author/alan-martins-analista-cnpi-t-na-nova-futura-investimentos) | 22 de abr. de 2026 11:20:38

**Resumo do dia 22/04**

Trégua segura o curto prazo… mas não resolve nada  
Petróleo continua sendo o principal driver  
Bolsas sobem, mas sem convicção  
Brasil atrasado no ajuste → dia tende a ser mais volátil  
Juros continuam reféns da guerra

## **Trégua estendida alivia mercados, mas impasse segue intacto**

Explicação: Trump prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã, evitando uma escalada imediata. Mas manteve o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã se recusa a negociar sem a retirada dessa pressão.

Comentário: É o pior tipo de trégua: segura o curto prazo, mas não resolve absolutamente nada. EUA aliviam de um lado… e pressionam do outro.

Impacto:

Alívio momentâneo nas bolsas

Mantém prêmio de risco no petróleo

Mercado continua 100% dependente de manchetes

## **Petróleo sobe mesmo com trégua Ormuz segue travado**

Explicação: Mesmo com cessar-fogo estendido, o Brent testa novamente os US$ 100, já que o bloqueio no Estreito de Ormuz continua limitando a oferta global.

Comentário: A trégua não resolve o problema central: fluxo de petróleo. Enquanto Ormuz estiver bloqueado, o risco segue no preço.

Impacto:

Pressão inflacionária global  
Reduz espaço para corte de juros  
Mantém volatilidade em energia

## **Bolsas sobem no curto prazo, mas com base frágil**

Explicação: Futuros de NY avançam com a prorrogação da trégua e temporada de balanços nos EUA, após sequência recente de quedas.

Comentário: O mercado quer subir qualquer notícia “menos ruim” já serve de gatilho. Mas o fundamento ainda é frágil.

Impacto:

Rali tático (curto prazo)  
Sensibilidade extrema a notícias  
Risco de reversão rápida

## **Negociação travada expõe limite da estratégia dos EUA**

Explicação: O Irã se recusa a negociar sob pressão e exige o fim do bloqueio naval. Já os EUA mantêm a pressão militar mesmo com a trégua.

Comentário: Ambos os lados querem negociar… mas sem ceder. Resultado: impasse prolongado.

Impacto:

Guerra pode se arrastar  
Volatilidade estrutural nos mercados  
Risco de novo choque de oferta

## **Brasil volta de feriado e deve ajustar ao cenário externo**

Explicação: O mercado local ficou “travado” no feriado enquanto o exterior reagia ao impasse. Agora deve precificar petróleo mais alto e juros globais pressionados.

Comentário: Clássico atraso de ajuste: o Brasil vai reagir hoje ao que já aconteceu lá fora.

Impacto:

Ibov mais volátil  
Juros podem abrir  
Petrobras ganha protagonismo

## **Juros seguem pressionados com inflação no radar**

Explicação: A alta do petróleo mantém preocupação com inflação global, limitando qualquer discussão de corte mais agressivo de juros.

Comentário: O ciclo de queda de juros está cada vez mais condicionado ao petróleo não mais aos dados domésticos.

Impacto:

Curva inclinando  
Selic mais alta por mais tempo  
Pressão em ativos de risco

## **Política doméstica ganha ruído com pauta trabalhista**

Explicação: A Câmara pode avançar na discussão do fim da escala 6x1, tema sensível com impacto direto em custo das empresas.

Comentário: É pauta popular… mas com impacto econômico relevante. Mercado tende a olhar com cautela.

Impacto:

Pressão em empresas intensivas em mão de obra  
Aumento de custo estrutural  
Mais ruído político

## **Caso BRB reforça atenção ao risco bancário**

Explicação: O BRB fechou acordo de R$ 15 bi envolvendo ativos do Banco Master e ainda pode precisar de capital adicional.

Comentário: Mais um sinal de que o crédito começa a exigir ajustes nada sistêmico, mas merece atenção.

Impacto:

Abertura de spreads  
Pressão em bancos menores  
Monitoramento maior do setor financeiro

 

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