Segue o Morning Call formatado conforme o padrão solicitado:
Resumo do dia 18/06
O mercado recebeu exatamente o que queria.
O Fed não cortou.
O Copom cortou.
Mas o detalhe que vale dinheiro está escondido no comunicado.
Enquanto Warsh avisou que os juros americanos podem até subir, Galípolo fez o contrário: cortou a Selic e deixou a porta aberta para continuar.
Resumo da manhã: o Fed colocou o pé no freio. O Copom ainda não saiu do acelerador.
COPOM CORTA E RECUSA ENTREGAR O FIM DO CICLO
Explicação
O BC cortou a Selic em 0,25 ponto para 14,25%, como esperado.
A surpresa veio no comunicado.
O Copom evitou sinalizar pausa e afirmou que a magnitude final do ciclo dependerá dos próximos dados.
Comentário: O mercado esperava um BC mais duro. Recebeu um BC que manteve todas as opções abertas. Galípolo comprou tempo.
Impacto: Queda dos DIs curtos. Small Caps favorecidas. Bolsa ganha suporte. Curva pode inclinar.
BC "ROLA" O HORIZONTE E GANHA ESPAÇO PARA CORTAR
Explicação
O novo parágrafo do comunicado indica que o BC já olha para o início de 2028 como horizonte relevante.
Comentário: Foi a engenharia que permitiu cortar juros mesmo com inflação acima da meta. É o trecho mais importante da decisão.
Impacto: Mercado passa a discutir mais um corte. Jan/27 e Jan/29 no foco. Reprecificação da curva.
WARSH CHEGA MOSTRANDO QUEM MANDA
Explicação
O Fed manteve juros, mas adotou tom claramente hawkish.
O dot plot passou a mostrar dirigentes discutindo até novas altas de juros.
Comentário: A estreia de Warsh enterrou a narrativa de cortes rápidos nos EUA. A inflação voltou a ser prioridade absoluta.
Impacto: Treasury abriu. Dólar ganhou força. Emergentes sofreram pressão.
ACORDO EUA-IRÃ FINALMENTE ASSINADO
Explicação
Trump e o governo iraniano assinaram oficialmente o memorando que encerra a guerra e inicia a reabertura de Ormuz.
Comentário: O mercado já operava essa notícia há dias. Agora ela virou fato.
Impacto: Brent abaixo de US$ 80. Menos pressão inflacionária. Alívio global para ativos de risco.
PETRÓLEO DESPENCA E MUDA O TABULEIRO
Explicação
Brent próximo de US$ 78 e WTI abaixo de US$ 75.
Comentário: Há duas semanas o mercado falava em choque de oferta. Hoje fala em excesso de petróleo.
Impacto: Petrobras perde força relativa. Inflação melhora. Bancos centrais ganham fôlego.
POLÍTICA VOLTA AO CENTRO DO PALCO
Explicação
Flávio Bolsonaro lança plano de segurança enquanto Lula volta do G7 em meio ao aumento da temperatura política.
Comentário: O mercado já começou a precificar 2026. E isso explica parte da resistência da curva longa.
Impacto: Dólar. Estatais. Juros longos.
CHINA CONTINUA SENDO O PROBLEMA
Explicação
O minério segue abaixo de US$ 100 e o MSCI China se aproxima de bear market.
Comentário: A guerra acabou. A desaceleração chinesa continua.
Impacto: Vale. Siderurgia. Exportadoras.
BRASKEM ENTRA EM FOCO
Explicação
Credores resistem ao plano de reestruturação da companhia.
Comentário: A novela financeira está longe do fim.
Impacto: BRKM5. Setor petroquímico.
O QUE IMPORTA PARA O TRADER HOJE
Radar da Mesa
Mercado digere Copom e Fed.
Brent abaixo de US$ 80.
Banco da Inglaterra. Decisão de juros.
Pedidos de seguro-desemprego EUA. 09h30.
DI Jan/29 continua sendo o principal termômetro local.
Dólar testa reação após Fed hawkish.
RESUMO DE MESA
Copom cortou e deixou a porta aberta.
Fed manteve e endureceu o discurso.
Petróleo despenca após assinatura do acordo.
Mercado volta a discutir mais cortes da Selic.
Guerra sai do radar.
China continua pressionando commodities.
Política doméstica ganha relevância.
Hoje o foco é a digestão dos bancos centrais.
FRASE DA MESA
"Warsh avisou que a inflação ainda não morreu. Galípolo respondeu que os juros ainda podem cair. O mercado agora precisa decidir em qual banco central acredita."