Blog Nova Futura

Call diário 15/5

Resumo do dia 15/05

Trump e Xi aliviaram parte do risco global
Taiwan continua sendo a grande tensão estrutural
Petróleo estabiliza perto de US$ 100
Mercado reduziu exagero do “Flávio Day 2.0”
Eleição brasileira entrou oficialmente no preço
Datafolha ganha peso máximo nos ativos locais
Nubank decepciona e pressiona fintechs
Wall Street continua sustentada por IA e chips

 O mercado entrou oficialmente em modo: alívio geopolítico parcial + eleição antecipada no Brasil + petróleo alto + IA sustentando Wall Street

Trump e Xi aliviam o mercado… mas Taiwan continua sendo a bomba silenciosa

Explicação: O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping trouxe um raro momento de distensão entre EUA e China. Houve acenos sobre comércio, IA, energia e até cooperação indireta envolvendo Irã e Estreito de Ormuz. Trump anunciou venda de aviões Boeing para Pequim, enquanto os EUA liberaram chips H200 da Nvidia para empresas chinesas.

Comentário: O mercado comprou o “sorriso diplomático” entre Trump e Xi… mas ignorar Taiwan continua sendo perigoso.

Impacto:

Nasdaq e S&P renovam máximas
Big techs puxam o rali global
Petróleo perde parte do prêmio geopolítico

Xi faz ameaça mais dura sobre Taiwan até agora

Explicação: Xi Jinping alertou Trump que EUA e China podem enfrentar “confrontos e até conflitos” caso a questão da independência de Taiwan não seja tratada “adequadamente”. A fala foi interpretada como reação direta ao pacote americano de armas para Taipei.

Comentário: O mercado viu paz comercial… mas a guerra estratégica continua totalmente viva.

Impacto:

Taiwan volta ao radar global
Semicondutores seguem no centro da disputa
Geopolítica continua dominando o longo prazo

Ormuz perde temperatura, mas petróleo continua travado nos US$ 100

Explicação: Trump e Xi concordaram que o Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto. A China ainda sinalizou interesse em ampliar compras de petróleo americano, reduzindo dependência do Golfo Pérsico.

Comentário: O petróleo saiu do modo pânico… mas não saiu do modo tensão.

Impacto:

Brent estabiliza próximo de US$ 100
Pressão inflacionária continua elevada
Energia segue comandando juros globais

Trump endurece novamente contra o Irã

Explicação: Apesar do tom amistoso com Xi, Trump voltou a endurecer publicamente contra Teerã, afirmando que não será “muito mais tolerante” nas negociações sobre o conflito no Oriente Médio.

Comentário: A diplomacia melhorou o humor do mercado… mas a guerra continua sem solução definitiva.

Impacto:

Petróleo segue extremamente sensível
Volatilidade geopolítica continua elevada
Bolsas continuam dependentes de manchetes

“Flávio Day 2.0” perde força… mas eleição entrou no preço

Explicação: Após o estresse da véspera, o mercado devolveu parte dos prêmios de risco. Flávio Bolsonaro passou o dia tentando conter danos e negar irregularidades no caso envolvendo Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”.

Comentário: O mercado reduziu o exagero inicial… mas descobriu que 2026 já começou.

Impacto:

Ativos brasileiros continuam sensíveis ao noticiário político
Dólar e juros seguem reagindo à eleição
Volatilidade política aumenta

Michelle Bolsonaro entra no radar eleitoral

Explicação: Uma ala do PL começou a discutir Michelle Bolsonaro como alternativa caso o desgaste de Flávio aumente. O senador reagiu rapidamente e afirmou que ela “não será candidata”.

Comentário: Quando o mercado começa a discutir substituição de candidatura… o ruído político vira estrutural.

Impacto:

Cenário eleitoral fica mais imprevisível
Mercado reprecifica risco político
Polarização volta a ganhar força

PF suspeita de uso político e pessoal de recursos enviados aos EUA

Explicação: A Polícia Federal suspeita que parte dos recursos enviados ao fundo Havengate Development Fund LP possa ter financiado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. PGR, PF e Coaf já foram acionados por partidos governistas.

Comentário: O caso saiu do campo político e entrou oficialmente no campo jurídico.

Impacto:

Crise pode ganhar duração longa
Congresso aumenta tensão
Risco institucional cresce

Datafolha vira evento central do mercado

Explicação: A nova pesquisa Datafolha ganhou enorme relevância após o caso Vorcaro, a rejeição de Jorge Messias ao STF e os recentes movimentos eleitorais do governo Lula.

Comentário: Hoje pesquisa política mexe em dólar, juros e bolsa quase como decisão do Copom.

Impacto:

Mercado extremamente sensível ao cenário eleitoral
Estatais entram no radar
Fluxo estrangeiro monitora popularidade

Serviços no Brasil viram termômetro da resistência da economia

Explicação: A Pesquisa Mensal de Serviços deve mostrar leve queda de 0,1% em março. O mercado tenta entender até onde a economia brasileira continua resistente mesmo com juros altos e combustíveis pressionando consumo.

Comentário: A atividade ainda resiste… mas o custo do dinheiro começou a pesar mais forte.

Impacto:

Pode mexer na curva de juros
Influencia apostas sobre Selic
Mercado monitora desaceleração

Produção industrial nos EUA ganha peso máximo hoje

Explicação: O mercado acompanha a produção industrial americana buscando sinais de desaceleração ou resistência da atividade diante da inflação e do petróleo elevado. A expectativa é de alta de 0,3%.

Comentário: O Fed agora monitora uma combinação extremamente perigosa: inflação alta com atividade ainda forte.

Impacto:

Pode mexer nos Treasuries
Dólar global permanece sensível
Bolsas reagem ao dado

Nubank decepciona e reacende medo sobre crédito

Explicação: As ações do Nubank chegaram a cair mais de 9% no after hours após frustração com receitas e avanço forte das provisões. O lucro cresceu 41%, mas o mercado focou na deterioração do risco de crédito.

Comentário: O mercado começou a questionar até onde as fintechs conseguem crescer com juros altos.

Impacto:

Pressão sobre setor financeiro
Fintechs entram em correção
Crédito volta ao centro da atenção

Stone sobe porque o mercado esperava desastre pior

Explicação: A Stone avançou mais de 5% no after após entregar resultado considerado “menos ruim” que o esperado.

Comentário: Em ambiente de juros altos, sobreviver já virou mérito.

Impacto:

Alívio pontual no setor
Adquirência segue pressionada
Mercado mais seletivo

Dólar devolve parte da disparada política

Explicação: Após saltar mais de 2% na quarta-feira, o dólar fechou em queda moderada de 0,45%, a R$ 4,9863, devolvendo parte do estresse provocado pelo caso Flávio Bolsonaro.

Comentário: O mercado percebeu exagero… mas não recuperou confiança.

Impacto:

Câmbio segue extremamente político
Curva continua pressionada
Fluxo estrangeiro mais cauteloso

Wall Street volta ao modo IA total

Explicação: Nvidia disparou após liberação americana para venda de chips à China. Nasdaq e S&P renovaram máximas históricas enquanto o Dow Jones voltou acima dos 50 mil pontos.

Comentário: Enquanto o Brasil negocia crise política… Nova York continua negociando inteligência artificial.

Impacto:

Techs seguem liderando fluxo global
Semicondutores continuam dominando NY
IA mantém sustentação das bolsas americanas