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title: Call diário 04/05
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# [Call diário 04/05](https://blog.novafutura.com.br/call-diário-2/4-clone-2-0-0-0-0-0-0-0-0)

 Written by [Alan Martins, analista CNPI-T na Nova Futura Investimentos](https://blog.novafutura.com.br/author/alan-martins-analista-cnpi-t-na-nova-futura-investimentos) | 04/05/2026 11:17:15

 

**Resumo do dia 04/05**

Ormuz vira zona militar e mercado perde qualquer previsibilidade

Explicação: O Irã redefiniu sua “zona de controle” no Estreito de Ormuz, enquanto os EUA lançam o “Projeto Liberdade” para escoltar navios mas sem detalhes operacionais e com ataques ainda acontecendo.

Comentário: Isso aqui é o pior cenário possível: nem guerra aberta, nem paz. É instabilidade permanente o tipo de ambiente que o mercado não consegue precificar.

Impacto:

Volatilidade estrutural elevada  
Risco contínuo na cadeia global de energia  
Mercado 100% dependente de headline

**Petróleo volta a subir com risco real de ruptura logística**

Explicação: O Brent avança novamente, se aproximando de US$ 114, com o tráfego no estreito ainda praticamente paralisado e risco de escalada militar.

Comentário: O mercado já entendeu: não é mais “se sobe”… é “quanto tempo fica alto”.

Impacto:

Pressão inflacionária global  
Limitação de cortes de juros  
Reprecificação de ativos

**Bolsas recuam após máximas realização com geopolítica no radar**

Explicação: Futuros em NY operam em queda após recordes recentes, com investidores reagindo às tensões em Ormuz e ao risco de escalada.

Comentário: Clássico: sobe no otimismo… realiza quando a realidade bate.

Impacto:

Volatilidade maior  
Rali perde consistência  
Sensibilidade a notícias

**Rali em NY contrasta com cautela nos emergentes**

Explicação: Mesmo com recordes no S&P e Nasdaq, os ADRs brasileiros caíram no feriado, indicando abertura mais fraca para o mercado local.

Comentário: Quando o gringo prefere tech lá fora… o Brasil fica de lado.

Impacto:

Fluxo estrangeiro mais seletivo  
Pressão sobre Ibov  
Divergência entre mercados

**Juros globais seguem pressionados com inflação persistente**

Explicação: Dirigentes do Fed mantêm discurso hawkish, reforçando que a inflação segue acima da meta em um ambiente de choque energético.

Comentário: O mercado ainda tenta discutir corte… mas o Fed já está falando de resistência inflacionária.

Impacto:

Juros altos por mais tempo  
Pressão em ativos de risco  
Dólar sustentado

**Lula sobe o tom e amplia ruído político**

Explicação: O presidente endureceu o discurso contra “elites” e lançou o Novo Desenrola Brasil, focado em crédito e consumo em ano eleitoral.

Comentário: A retórica mudou e o mercado lê isso como viés populista em momento delicado.

Impacto:

Aumento do prêmio de risco  
Pressão fiscal potencial  
Volatilidade em ativos locais

**Novo Desenrola tenta impulsionar consumo em meio a juros altos**

Explicação: O programa mira renegociação de dívidas e ampliação de crédito, incluindo novas linhas para financiamento de veículos pesados.

Comentário: Ajuda o curto prazo… mas pode atrapalhar o ajuste macro.

Impacto:

Estímulo ao consumo  
Pressão inflacionária  
Impacto fiscal indireto

**Crise política segue no radar com base fragilizada**

Explicação: Após derrotas recentes no Congresso, o governo enfrenta dificuldade de articulação e prioriza pautas com apelo eleitoral.

Comentário: O mercado começa a precificar: governabilidade menor → risco maior.

Impacto:

Ruído institucional  
Dificuldade em agenda econômica  
Mais prêmio de risco

**Petrobras ganha protagonismo com guerra e produção recorde**

Explicação: A estatal reportou produção recorde (+16%) e elevou preços de QAV e gás, aproveitando cenário de oferta restrita global.

Comentário: Empresa se beneficia… mas vira instrumento de política ao mesmo tempo.

Impacto:

Suporte para ações de energia  
Pressão inflacionária doméstica  
Relevância maior no Ibov

**Semana carregada: ata do Copom e payroll definem o tom**

Explicação: A agenda traz ata do Copom e dados de emprego nos EUA, em um ambiente de juros elevados por mais tempo.

Comentário: O mercado quer resposta: até onde dá pra cortar juros com petróleo alto?

Impacto:

Volatilidade na curva de juros  
Reprecificação de expectativas  
Direcional global

**Resumo de mesa**

Ormuz virou zona de risco permanente  
Petróleo segue elevado e pressiona inflação  
Bolsas começam a sentir após recordes  
Fluxo global favorece EUA, não emergentes  
Brasil adiciona ruído político em ano eleitoral  
Agenda macro pode redefinir expectativas de juros

Comentário: O mercado entrou de vez no modo: geopolítica + inflação + juros altos + seletividade

 

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