Call diário 2/3/2026

Tempo de leitura: 2 min.

 

Resumo do dia

 Guerra no Irã dispara petróleo acima de US$ 80, pressiona dólar e juros, e mercado recalibra expectativas para Selic e inflação global. 

Guerra no Irã dispara petróleo e liga alerta global

Impacto: Brent chegou a subir mais de 13%, acima de US$ 80. Estreito de Ormuz praticamente travado. Ouro sobe, dólar ganha força, bolsas caem.

Comentário: Isso aqui é choque de oferta raiz. Se Ormuz fica fechado, o mercado começa a falar em US$ 90–100 rapidinho. Trader precisa olhar Petrobras no curto, mas principalmente a curva de juros, petróleo alto é inflação global na veia.

Dólar ganha força com aversão a risco

Impacto: DXY sobe, emergentes apanham. Real vinha forte por fluxo, mas hoje o teste é guerra x entrada estrangeira.

Comentário: Se o fluxo segurar, o real vira outlier de novo. Se o petróleo continuar esticando, esquece — dólar busca proteção e pode devolver parte da queda recente.

Selic entra no modo defensivo

Impacto: Depois do IPCA-15 acima do esperado (0,84%), petróleo alto complica ainda mais o call do Copom. Mercado já tirou da mesa corte de 75pb.

Comentário: Antes era discussão de acelerar corte. Agora é discussão se mantém 50pb ou começa a calibrar pra menos. Juros longos tendem a carregar prêmio de risco.

BC reduz estoque de swaps abaixo de US$ 100 bi

Impacto: BC deixa de rolar parte dos contratos. Estoque cai pela primeira vez desde 2022 abaixo de US$ 100 bi.

Comentário: Movimento técnico, mas em dia de estresse vira munição psicológica. Se dólar esticar demais, mercado já começa a especular atuação.

Política no radar: Datafolha na quinta

Impacto: Flávio Bolsonaro faz acenos na Paulista; pesquisa sai dia 5.

Comentário: Trade eleitoral ainda não manda no preço, mas qualquer número que mexa em probabilidade de 2026 começa a entrar no radar do fluxo estrangeiro.

Agenda da semana 

- Payroll sexta-feira
- Caged e PIB amanhã
- Petróleo no centro da precificação
- Balanço de Petrobras quinta

Resumo da Mesa 

Hoje o driver é geopolítica. Se petróleo sustenta acima de US$ 80, mercado começa a recalibrar inflação global. Se aliviar, bolsa respira e volta o foco pra fluxo e dados.

Resumo direto:
Ormuz manda no jogo. Petróleo dita juros. Juros ditam bolsa.

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Deixe um comentário