Blog Nova Futura

Call diário 18/3/2026

 

Resumo do dia

 O mercado inicia a Superquarta com petróleo ainda elevado, decisões de Fed e Copom no radar e aumento do risco doméstico. 

Petróleo estabiliza, mas segue em nível crítico 

Impacto: Inflação global ainda pressionada e risco elevado.

Comentário: Após dias de forte volatilidade, o Brent opera estável próximo de US$ 103, com leve alívio após o Iraque retomar parte das exportações por rotas alternativas. Ainda assim, o cenário segue frágil: ataques continuam e projeções já falam em petróleo entre US$ 110 e US$ 120.

Mercados globais tentam recuperação antes do Fed 

Impacto: Alívio pontual, mas com cautela elevada.

Comentário: Futuros em NY sobem levemente e os yields recuam, com o mercado se posicionando para a decisão do Fed. O apetite por risco melhora marginalmente, mas a guerra continua limitando movimentos mais fortes.

Fed deve manter juros e ajustar discurso 

Impacto: Expectativas sobre cortes serão o foco.

Comentário: A aposta é de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%. O mercado vai olhar para Powell às 15h30 e para o novo dot plot, tentando entender se os cortes começam em setembro, dezembro ou ficam ainda mais distantes.

Copom: corte de 0,25pp é o cenário base, com risco de surpresa 

Impacto: Definição do ritmo do ciclo de queda da Selic.

Comentário: O Banco Central chega pressionado pelo petróleo, inflação e agora também pelo risco político interno. O consenso é de corte de 0,25pp para 14,75%, mas há apostas relevantes em pausa. A comunicação será tão importante quanto a decisão.

Greve dos caminhoneiros entra no radar do mercado 

Impacto: Novo vetor inflacionário e risco doméstico.

Comentário: A alta do diesel reacendeu a ameaça de paralisação nacional. Mesmo sem confirmação, o tema pesa no mercado porque pode gerar pressão adicional de preços e impacto logístico, justamente na véspera do Copom.

Tesouro segue atuando para conter estresse nos juros 

Impacto: Alívio técnico na curva, mas pressão estrutural continua.

Comentário: Após recomprar mais de R$ 43 bilhões em títulos, o Tesouro conseguiu reduzir parte do estresse na curva. Ainda assim, o nível de juros segue elevado diante do cenário externo.

Ibovespa resiste com fluxo estrangeiro 

Impacto: Bolsa sustentada, apesar do cenário global.

Comentário: O fluxo estrangeiro segue positivo e ajuda a bolsa a segurar melhor o movimento. Mesmo com volatilidade, o Brasil ainda se beneficia do diferencial de juros.

 

Dólar mais comportado, mas com risco no radar  

Impacto: Câmbio sensível a qualquer piora externa ou doméstica.

Comentário: O real teve algum alívio recente com entrada de capital, mas a combinação de guerra e juros globais mantém o câmbio volátil.

Radar do dia 

15h: Decisão do Fed
15h30: Coletiva de Powell
18h30: Decisão do Copom
14h30: Fluxo cambial

Possível evolução da greve dos caminhoneiros

Resumo da mesa 

Hoje é dia de decisão, mas não apenas de juros. O mercado entra na Superquarta com três forças relevantes: bancos centrais, petróleo e risco político doméstico.

A principal variável continua sendo o comportamento do petróleo e seu impacto sobre inflação e política monetária.

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.