Blog Nova Futura

Call diário 17/3/2026

 

Resumo do dia

 O mercado inicia o dia sob influência direta da escalada da guerra, com petróleo em alta, pressão inflacionária e decisões de bancos centrais no radar. 

Petróleo volta a subir com escalada da guerra 

Impacto: Pressão inflacionária global aumenta às vésperas da Superquarta.

Comentário: Novos ataques do Irã a infraestruturas energéticas no Golfo reacenderam o risco geopolítico. O Brent voltou a se aproximar de US$ 105, com interrupções relevantes na produção, já perto de 7 milhões de barris por dia. O Estreito de Ormuz segue no centro do jogo e mantém o mercado em alerta máximo.

Mercados globais retomam cautela 

Impacto: Aversão a risco volta e limita recuperação das bolsas.

Comentário: Após um breve alívio ontem, os ativos voltam a operar com cautela. Futuros em NY caem levemente, enquanto o petróleo sobe e reacende o medo de inflação. O mercado segue sensível a qualquer headline da guerra, com volatilidade ainda elevada.

Superquarta chega com inflação no radar 

Impacto: Bancos centrais podem adotar tom mais duro.

Comentário: Fed, BCE, BoE, BoJ e Copom decidem juros nesta semana. Com petróleo pressionando inflação, cresce o risco de um discurso mais hawkish, atrasando cortes. No caso do Fed, o mercado já reduz apostas de alívio mais cedo.

Copom: corte de 0,25 vira consenso, mas com risco de pausa 

Impacto: Incerteza sobre início do ciclo de queda da Selic.

Comentário: O choque do petróleo e o IPCA mais forte mudaram completamente o jogo. O consenso migrou para corte de 0,25pp, com parte do mercado já admitindo Selic estável. A decisão de amanhã será uma das mais difíceis dos últimos ciclos.

Tesouro entra em campo para segurar os juros 

Impacto: Alívio técnico na curva, mas cenário segue pressionado.

Comentário: Após a disparada dos DIs, o Tesouro atuou fora do cronograma, recomprando títulos e injetando liquidez. O movimento ajudou a aliviar os prêmios, mas não resolve o problema estrutural: inflação pressionada pelo petróle

Ibovespa tenta reagir, mas cenário segue frágil 

Impacto: Bolsa ainda dependente do exterior e dos juros.

Comentário: O índice subiu na véspera com melhora externa, mas o ambiente continua instável. Petrobras segue no radar com petróleo alto, enquanto bancos e cíclicas continuam sensíveis à curva de juros.

Dólar e juros seguem voláteis 

Impacto: Fluxo defensivo continua ditando preço.

Comentário: O câmbio teve alívio com melhora pontual do risco, mas o cenário ainda é de alta volatilidade. Com o petróleo pressionando inflação global, o movimento estrutural ainda favorece proteção.

Radar do dia 

Leilão de LFT pelo Tesouro
Possíveis novas intervenções na curva
Dados de inflação IPC-Fipe e IGP-10
Exterior ainda guiado pela guerra 

 

Resumo da mesa 

O mercado entrou definitivamente em modo geopolítico. Com o petróleo novamente subindo e a guerra escalando, a Superquarta ganha ainda mais peso. O Copom decide juros, mas quem continua mandando no jogo é o petróleo. 

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

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