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title: Call diário 12/8/2026 | CPI, eleição e B3 | Nova Futura
description: CPI dos EUA, risco eleitoral e saída estrangeira da B3 pressionam mercados, enquanto serviços e Banco do Brasil entram no radar.
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# [Call diário 12/8/2026 | CPI, eleição e B3 | Nova Futura](https://blog.novafutura.com.br/call-diário-12/8/2026-cpi-eleição-b3)

 Written by [Alan Martins, analista CNPI-T na Nova Futura Investimentos](https://blog.novafutura.com.br/author/alan-martins-analista-cnpi-t-na-nova-futura-investimentos) | 12 de ago. de 2026 11:38:42

## **Resumo do dia 12/08**

MORNING CALL NOVA FUTURA

12 de agosto | Quarta-feira

CPI decide o Fed, eleição entra no preço e fluxo estrangeiro vira o principal problema da B3

O mercado brasileiro chega ao pregão com uma contradição clara: a inflação doméstica melhorou e o Copom manteve setembro aberto, mas o investidor estrangeiro está saindo justamente quando o risco eleitoral começa a ganhar preço.

Ontem, o Ibovespa caiu 2,5%, completou seis sessões no vermelho, o dólar voltou para R$ 5,16 e os juros abriram mesmo com IPCA mais benigno. Hoje, o foco externo está no CPI americano, que pode decidir se o payroll fraco realmente comprou tempo para o Fed.

No Brasil, serviços testam a tese de desaceleração da atividade, o fluxo cambial mede a pressão sobre o real e Banco do Brasil entra no centro de uma noite pesada de balanços.

## **CPI AMERICANO DEFINE SE SETEMBRO VOLTA PARA O JOGO**

Payroll fraco derrubou a chance de alta; inflação pode colocar tudo de volta na mesa.

O mercado espera CPI de julho em 0,1% no mês e 3,4% em 12 meses, enquanto o núcleo deve avançar 0,2% e desacelerar para 2,5% na comparação anual.

Os yields recuam antes do indicador, e a precificação está praticamente dividida entre alta de 0,25 ponto e manutenção dos juros em setembro.

A assimetria hoje é importante.

CPI abaixo do esperado ajuda Treasury, dólar e emergentes. CPI acima do esperado tem potencial de machucar muito mais, porque reacende rapidamente o Fed hawkish.

## **PETRÓLEO SAI DOS US$ 90, MAS ORMUZ CONTINUA SEM SOLUÇÃO**

O barril respirou; a geopolítica ainda não.

Explicação

O Brent devolveu parte da alta depois de tocar US$ 90, mas Estados Unidos e Irã continuam distantes de um acordo sobre Ormuz.

O Paquistão sinalizou proximidade de entendimento, enquanto Trump voltou a endurecer o discurso e Teerã ampliou suas condições para liberar a navegação.

O mercado parou de comprar qualquer frase sobre paz.

Agora precisa de fluxo físico de navios, não de diplomacia por manchete. Até isso acontecer, petróleo continua sendo risco direto para inflação e juros.

## **ELEIÇÃO ENTROU DEFINITIVAMENTE NO PREÇO**

JPMorgan sai do overweight e a B3 responde com selloff.

O JPMorgan reduziu a recomendação para ações brasileiras de overweight para neutra, citando volatilidade eleitoral, desaceleração econômica e proximidade do fim do ciclo de cortes.

A pesquisa CNT/MDA mostrou Lula com 48% contra 39,1% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, enquanto a Futura apontou disputa mais apertada.

O ponto não é uma pesquisa isolada.

O mercado começou a exigir prêmio para a incerteza de outubro. Quando eleição entra no preço antes do fluxo voltar, a volatilidade deixa de ser evento e vira regime.

## **A SAÍDA DO GRINGO VIROU O MAIOR PROBLEMA DO IBOV**

Quase R$ 6 bilhões deixaram a B3 em uma semana.

O estrangeiro retirou aproximadamente R$ 5,5 bilhões da Bolsa até o dia 7 de agosto, com saídas fortes nos últimos pregões.

Ontem, o Ibovespa caiu 2,50% para 167.875 pontos, no pior nível em sete meses, com volume maior justamente em um pregão vendedor.

Isso muda a leitura técnica.

Volume aumentando na queda com estrangeiro saindo é muito diferente de correção com mercado vazio. Para o índice reagir de verdade, precisa parar de perder fluxo antes de recuperar preço.

## **SERVIÇOS TESTAM A TESE DO COPOM**

Depois da indústria fraca, o mercado quer saber se a desaceleração chegou ao setor mais resistente.

O volume de serviços deve cair 0,2% em junho, depois de recuo de 0,4% em maio.

Se confirmado, será o segundo mês consecutivo de contração e reforçará a leitura de moderação da atividade apresentada na ata do Copom.

Esse dado importa mais que parece.

Serviços fracos ajudam o argumento para corte em setembro. Mas serviços fracos demais também começam a contaminar projeções de crescimento e resultado corporativo.

## **A ATA DEIXOU SETEMBRO VIVO O MERCADO NÃO ESTÁ CONVENCIDO**

A maioria espera mais 25 pontos, mas a dispersão aumentou.

Entre 36 instituições consultadas, 23 projetam novo corte para 13,75% em setembro.

O BC reconheceu que a restrição monetária está desacelerando atividade e inflação, mas manteve dependência dos dados e preocupação com expectativas e choques de oferta.

O cenário-base ainda é corte.

Mas o petróleo, o Fed e o risco eleitoral estão tornando esse trade muito menos confortável. Setembro continua aberto não contratado.

## **O REAL VIROU A PIOR MOEDA DA TELA**

Dólar a R$ 5,16 mostra que o problema de ontem foi doméstico.

O real teve o pior desempenho entre as principais moedas globais, mesmo com Treasuries recuando e dólar praticamente estável no exterior.

A combinação de saída estrangeira, eleição e rebaixamento da recomendação para Brasil dominou o câmbio.

Quando o dólar sobe sem ajuda do DXY, o mercado está precificando Brasil.

O fluxo cambial de hoje ganha importância para mostrar se essa pressão está acelerando ou começando a estabilizar.

### **FLÁVIO COLOCA REGRA FISCAL MAIS DURA NA CAMPANHA**

A campanha estuda limitar ainda mais o gasto à medida que a dívida sobe.

Segundo a Reuters, a equipe de Flávio Bolsonaro trabalha em uma proposta na qual o crescimento real das despesas poderia chegar a zero caso a dívida aumente.

Os parâmetros ainda estão em discussão e a plataforma econômica deve ser divulgada até 15 de agosto.

Para o mercado, esse será um tema relevante da campanha.

A reação dependerá menos do discurso de austeridade e mais de como a regra seria implementada, quais despesas seriam atingidas e qual seria a viabilidade política.

## **BANCO DO BRASIL É O BALANÇO QUE PODE MEXER COM O SETOR**

Agronegócio, provisões e rentabilidade colocam o BB sob pressão.

O mercado espera lucro próximo de R$ 3,6 bilhões, com qualidade de crédito ainda deteriorada, principalmente no agronegócio.

Provisões devem permanecer elevadas e o ROE tende a continuar em um dígito.

O lucro não será suficiente.

O papel vai negociar custo de risco, inadimplência e eventual revisão de guidance. Depois da queda forte de ontem, qualquer surpresa pode gerar reação amplificada.

### **B3 ENTREGA RESULTADO FORTE EM UM MERCADO FRACO**

Lucro cresce mais de 28% mesmo com o Ibovespa perdendo fluxo.

A B3 reportou lucro líquido de aproximadamente R$ 1,7 bilhão, avanço de 28,2% em um ano.

Receita e Ebitda também cresceram, apesar de um ambiente recente de volumes mais fracos no mercado à vista.

O balanço olha para trás; o papel olha para frente.

Com estrangeiro saindo e volume da Bolsa sob pressão, o mercado vai querer saber se a melhora operacional consegue atravessar um segundo semestre eleitoral.

## **IA DEVOLVE FÔLEGO AO NASDAQ**

CoreWeave e Super Micro reacendem a narrativa de crescimento.

CoreWeave disparou após receita crescer 122% e carteira de pedidos chegar perto de US$ 100 bilhões.

Super Micro também avançou forte depois de superar as expectativas de lucro.

A IA voltou a entregar o que o mercado exige: crescimento.

Enquanto resultado sustentar capex e valuation, Nasdaq consegue conviver com juros altos. O problema começa quando investimento cresce mais rápido que monetização.

## **RADAR DIRETO PARA O TRADER**

CPI forte: Treasury ↑, dólar ↑, emergentes pressionados.

CPI fraco: alívio global, mas Brasil ainda depende do fluxo.

DI curto: serviços podem reforçar setembro.

DI longo: eleição, fiscal e petróleo mantêm prêmio.

Dólar: fluxo cambial virou indicador central.

Ibovespa: saída estrangeira é o principal problema técnico.

BB: crédito e provisões definem a reação.

B3: resultado forte versus ambiente de negociação mais fraco.

Petróleo: Ormuz continua determinando o prêmio de inflação.

## **LEITURA DA MESA** O Brasil entregou IPCA melhor e uma ata que manteve setembro aberto e mesmo assim o mercado caiu forte. Isso diz muito: agora o problema não é apenas juros, é fluxo e eleição. Hoje o CPI decide o Fed, Serviços testam o Copom e o câmbio mostra se o estrangeiro continua saindo. Lá fora, inflação decide setembro. Aqui dentro, outubro já começou a ser negociado.

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

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