Mercado volta ao modo cautela com novos ataques no Oriente Médio. Petróleo reage, CPI dos EUA entra no radar e Copom ganha peso na precificação local.
O mercado voltou ao modo cautela depois de novos ataques a embarcações no Oriente Médio. Três navios foram atingidos no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico, segundo a Marinha do Reino Unido.
O petróleo reage forte: Brent volta para a região de US$ 90, após ter despencado mais de 11% na sessão anterior.
Impacto: volta da aversão ao risco global, pressão sobre inflação e volatilidade em juros e bolsas.
Comentário de mesa: no momento em que o mercado começa a acreditar no fim da guerra… aparece outro navio explodindo.
Hoje sai o CPI americano, com expectativa de alta de 0,3% no índice cheio e 0,2% no núcleo.
O detalhe importante: o dado ainda não captura o impacto do petróleo da guerra.
Impacto: qualquer surpresa pode mexer nas apostas de juros do Fed, hoje divididas entre corte em julho ou setembro.
Comentário de mesa: o CPI sai olhando para o retrovisor… enquanto o petróleo está escrevendo a inflação do próximo trimestre.
Com o petróleo caindo ontem, a curva voltou a precificar corte de 0,50 ponto na Selic.
Mas a guerra mantém o cenário extremamente volátil.
Hoje saem vendas no varejo, que ajudam a calibrar a leitura de atividade antes do Copom da próxima semana.
Impacto: atividade mais fraca reforça argumento para corte maior de juros.
💬 Comentário de mesa: o BC queria olhar inflação e atividade… mas acabou virando analista de geopolítica.
Mesmo com a volatilidade global, a bolsa brasileira mostrou força.
O Ibovespa subiu 1,40%, com entrada de capital estrangeiro e recuperação de bancos e Vale.
O dólar caiu para R$ 5,15, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana.
Impacto: fluxo estrangeiro segue sustentando o mercado local.
💬 Comentário de mesa: quando o gringo volta a comprar Brasil… até guerra no Golfo fica em segundo plano.
Hoje sai a pesquisa Genial/Quaest para presidente, que deve medir o impacto recente do desgaste político do governo.
No Congresso, o Senado aprovou a criação de 24 mil cargos públicos, com impacto fiscal estimado em R$ 5,3 bilhões em 2026.
Impacto: aumenta a sensibilidade do mercado ao fiscal e ao cenário eleitoral.
Comentário de mesa: Brasília continua fazendo o que sabe fazer melhor… gastar dinheiro enquanto o mercado tenta cortar juros.
A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas, o maior caso do tipo já registrado no país.
Impacto: pressão sobre o setor de energia e reflexo no mercado de crédito.
Comentário de mesa: quando uma empresa desse tamanho pede renegociação… o mercado inteiro começa a revisar risco.
O mercado hoje gira em torno de três eixos principais:
- Guerra e petróleo no Oriente Médio
- CPI americano calibrando expectativas do Fed
- Copom da semana que vem no radar
A verdade da mesa é simples: enquanto o petróleo estiver reagindo a manchetes da guerra, quem manda no mercado não é o banco central, é a geopolítica.
Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.
Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.