IPCA de janeiro concentra as atenções do mercado
A divulgação do IPCA de janeiro é o principal evento do dia e deve definir se o mercado mantém a expectativa de corte de 0,50 ponto percentual da Selic na reunião do Copom em março. A leitura dos núcleos e da inflação de serviços será determinante para a reação dos ativos, especialmente da curva de juros.
Banco Central reforça discurso de cautela
Declarações recentes de Gabriel Galípolo indicaram a necessidade de calibragem e de um ritmo gradual no processo de flexibilização monetária. O discurso contribuiu para reduzir inclinações excessivas na curva, mas o mercado segue condicionado ao resultado efetivo dos dados de inflação.
BTG Conference reúne autoridades e investidores
O início da BTG Conference, com a participação do ministro da Fazenda e de investidores estrangeiros, pode influenciar a percepção de risco e a narrativa macroeconômica. Ainda assim, o impacto direto sobre preços tende a ser limitado na ausência de novos dados relevantes.
Dados internacionais ampliam a volatilidade
O cenário externo segue relevante, com a divulgação de vendas no varejo nos Estados Unidos e dados de inflação na China. A proximidade de indicadores importantes, como payroll e CPI americanos, mantém o ambiente propício a ajustes e maior volatilidade nos mercados globais.
Balanços corporativos no radar
Após o fechamento, Suzano e TIM divulgam seus resultados. A Suzano enfrenta desafios relacionados ao real mais forte e a volumes, enquanto a TIM é aguardada com expectativa de números mais consistentes. A reação do mercado aos balanços deve ser mais relevante do que as manchetes em si.
Mercado entra em modo de decisão
Com o dado de inflação no centro do debate, o pregão tende a ser guiado inicialmente pelo IPCA, seguido pela reprecificação ao longo do dia conforme o mercado ajusta posições. A dinâmica de preços deve prevalecer sobre discursos e eventos paralelos.
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