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title: Call diário 7/8/2026 | Payroll, petróleo e Petrobras | Nova Futura
description: Copom corta a Selic para 14%, Bradesco avança com alta da inadimplência e Petrobras concentra as atenções do mercado.
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# [Call diário 7/8/2026 | Payroll, petróleo e Petrobras | Nova Futura](https://blog.novafutura.com.br/call-diario-7/8/2026-payroll-petroleo-petrobras)

 Written by [Alan Martins, analista CNPI-T na Nova Futura Investimentos](https://blog.novafutura.com.br/author/alan-martins-analista-cnpi-t-na-nova-futura-investimentos) | 7 de ago. de 2026 11:13:33

## **Resumo do dia 07/08**

Payroll divide espaço com petróleo; Petrobras entrega resultado forte e devolve protagonismo ao Ibovespa.

A sexta-feira começa com dois vetores globais disputando o mercado. De um lado, o payroll pode recalibrar as apostas para o Fed. Do outro, o petróleo volta acima de US$ 80 com a piora das negociações em Ormuz, recolocando inflação e juros no centro da mesa.

No Brasil, Petrobras entra como principal destaque depois de superar as estimativas, registrar forte expansão de lucro e Ebitda e aprovar R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas.

O day after do Copom também confirmou que setembro continua vivo: a maioria dos economistas ainda espera novo corte de 0,25 ponto da Selic.

## **PAYROLL PODE MEXER NO FED, MAS PRECISA SURPREENDER MUITO**

Emprego forte reforça alta de juros; dado apenas moderado dificilmente tira a inflação do centro.

O consenso aponta criação próxima de 80 mil vagas em julho, após 57 mil em junho, com desemprego em torno de 4,2%.

Jolts e ADP sugeriram alguma perda de força, mas pedidos de auxílio-desemprego continuam baixos.

Com petróleo novamente pressionado e três dissidentes no último Fomc defendendo alta, o mercado voltou a considerar aperto monetário em setembro.

Comentário: Payroll acima do esperado tende a abrir Treasury, fortalecer o dólar e pressionar emergentes.

Para mudar a discussão na direção oposta, o emprego provavelmente precisará mostrar deterioração clara, não apenas desaceleração suave.

## **O PETRÓLEO ROUBA PARTE DO PROTAGONISMO DO PAYROLL**

Ormuz volta a parecer problema antes mesmo de ter deixado de ser um.

O Brent voltou para a região de US$ 82, depois de crescer o pessimismo com o acordo de navegação.

O esboço entre Irã e Omã prevê restrições a navios considerados hostis e cobrança de taxas, condições rejeitadas por Washington.

O tráfego continua reduzido e novos ataques aumentaram novamente o prêmio geopolítico.

Comentário: O mercado descobriu que reabrir Ormuz é mais difícil que anunciar negociações.

Enquanto o fluxo físico não normalizar, qualquer impasse diplomático continuará chegando diretamente aos juros via petróleo e inflação.

## **FED VOLTA A FLERTAR COM SETEMBRO**

Warsh pode precisar trocar paciência por aperto.

Segundo o material, Kevin Warsh estaria preparado para defender alta dos juros em setembro caso os próximos dados de inflação confirmem pressão persistente.

Outros dirigentes também reforçaram que a inflação continua elevada e que alguma restrição adicional pode ser necessária.

Comentário: O Fed está ficando encurralado.

Se a atividade não desabar e a energia voltar a pressionar preços, o custo de esperar cresce. É por isso que a curva longa continua tão sensível ao petróleo.

## **COPOM CORTOU, E O MERCADO AINDA COMPRA SETEMBRO**

A pausa não virou consenso mesmo depois do comunicado mais cauteloso.

Entre 48 instituições consultadas, 34 esperam novo corte de 0,25 ponto em setembro, levando a Selic para 13,75%.

Outras 13 esperam manutenção e apenas uma trabalha com redução de 0,50 ponto.

A ata de terça-feira será o próximo documento importante para entender a leitura do BC sobre atividade, mercado de trabalho e expectativas.

Comentário: O mercado continua apostando no corte, mas agora precisa provar a tese a cada dado.

Petróleo e Fed são os dois maiores riscos externos para essa posição.

## **PETROBRAS ENTREGA MAIS QUE O MERCADO ESPERAVA**

Produção, refino e petróleo caro transformam o segundo trimestre em um dos mais fortes da história.

A Petrobras reportou:

- lucro líquido de US$ 10,4 bilhões;
- Ebitda ajustado de US$ 18,6 bilhões;
- receita de US$ 33,6 bilhões;
- remuneração ao acionista de R$ 17,4 bilhões.

Em reais, o lucro atingiu R$ 52,4 bilhões e o Ebitda, R$ 93,8 bilhões.

Comentário: O resultado confirma que a tese deixou de depender apenas do preço do petróleo.

Produção maior e utilização elevada das refinarias melhoram a qualidade operacional. Agora o mercado vai olhar para caixa, capex e sustentabilidade dos dividendos.

## **PETROBRAS ENTRA NO 3º TRI COM UM PROBLEMA BOM E OUTRO RUIM**

Produção forte protege; guerra decide o preço realizado.

O segundo trimestre capturou petróleo elevado durante boa parte do período.

No terceiro trimestre, o resultado dependerá muito mais da trajetória de Ormuz e da capacidade do mercado de manter o Brent acima de US$ 80.

Comentário: Para o papel, existe uma assimetria interessante.

Petróleo forte melhora o resultado. Petróleo muito forte, porém, aumenta inflação, juros e risco macro. Nem toda alta do Brent é automaticamente boa para Petrobras na Bolsa.

## **DIs PAGAM A CONTA DO PETRÓLEO E DO FED**

O Copom deixou setembro aberto, mas o exterior voltou a abrir a curva.

Os vencimentos médios e longos subiram com a recuperação do petróleo e a reprecificação do Fed.

No fechamento anterior:

- Jan/27: 13,770%
- Jan/28: 13,865%
- Jan/29: 14,120%
- Jan/31: 14,330%
- Jan/33: 14,430%

Comentário: O curto negocia Copom.

O longo negocia Fed, petróleo, fiscal e eleição. Por isso, mesmo com corte doméstico, a curva não ganha liberdade para fechar em bloco.

## **O REAL RESISTE AO FED POR CAUSA DO PETRÓLEO**

Commodity forte compensa parcialmente o risco de juros americanos mais altos.

O dólar fechou próximo de R$ 5,11, apesar da alta global da moeda americana e da abertura dos Treasuries.

O petróleo mais caro voltou a favorecer os termos de troca brasileiros e ajudou o real a se destacar entre emergentes.

Comentário: O real vive um cabo de guerra.

Fed mais hawkish puxa o dólar para cima. Petróleo e carry puxam para baixo. Quem romper primeiro define o próximo movimento.

## **BOLSA NÃO COMPROU O PETRÓLEO ONTEM, PETROBRAS PODE MUDAR ISSO HOJE**

O Ibovespa caiu mesmo com Brent em alta; o balanço da estatal tenta corrigir essa divergência.

O Ibovespa caiu 1,23%, pressionado pelo ambiente externo, bancos e receio de inflação global.

A Petrobras subiu pouco durante o pregão, apesar da alta do petróleo, porque o mercado aguardava o resultado.

Com o balanço acima das estimativas e ADRs positivos, a estatal volta ao centro do índice.

Comentário: Hoje a Petrobras pode fazer o que o petróleo sozinho não conseguiu ontem: sustentar o Ibovespa.

Mas payroll forte e Treasury em alta podem anular parte dessa ajuda.

## **VAREJO ENTREGA UM TRIMESTRE MUITO SELETIVO**

Renner segura margem; Magalu volta ao prejuízo; Assaí surpreende positivamente.

A Renner apresentou lucro em linha, com Ebitda de varejo acima do esperado.

Magazine Luiza registrou prejuízo ajustado de R$ 50,4 milhões.

Assaí entregou lucro recorrente muito acima das projeções, enquanto receita e Ebitda ficaram próximos do consenso.

Comentário: Juro menor ajuda o setor, mas não transforma qualquer balanço em compra automática.

O mercado continua separando empresas por execução, margem, caixa e capacidade de ganhar participação.

## **RADAR CORPORATIVO**

**Localiza**

Lucro de R$ 1 bilhão, alta de 30,6%, com receita crescendo 24,5%.

**Allos**

Lucro e Ebitda superaram as projeções.

**Fleury**

Lucro cresceu 45,7% e a companhia anunciou R$ 217,8 milhões em JCP.

**Alpargatas**

Lucro avançou 95% e o Ebitda cresceu 54%.

**PetroReconcavo**

Lucro caiu 15%, a produção recuou em julho e a companhia aprovou R$ 100 milhões em JCP.

**Energisa**

Lucro ajustado recorrente caiu 80%.

## **AGENDA DO DIA**

08h00: IGP-DI de julho

09h30: Payroll dos Estados Unidos

11h00: Discurso de Tom Barkin, do Fed

11h30: Rolagem de swaps cambiais

11h45: Teleconferência da Petrobras

16h00: Crédito ao consumidor nos EUA

**VISÃO PARA O TRADER**

Payroll forte: Treasury abre, dólar ganha força e emergentes sofrem.

Payroll fraco: ajuda os juros, mas o petróleo pode limitar o alívio.

DI curto: setembro continua no preço.

DI longo: Fed e petróleo voltam a dominar.

Petrobras: balanço forte e dividendos oferecem suporte.

Dólar: disputa entre Fed hawkish e petróleo favorável ao real.

Ibovespa: Petrobras ajuda; exterior pode limitar.

Varejo: reação seletiva aos balanços, sem trade setorial automático.

## **LEITURA DA MESA**

O payroll deveria ser o protagonista, mas o petróleo roubou metade do palco. Ormuz volta a pressionar a inflação, o Fed reabre a discussão de alta em setembro e os juros longos sentem primeiro. No Brasil, o Copom ainda mantém setembro vivo e a Petrobras entrega lucro, caixa e dividendos acima do esperado. Hoje, o trader precisa olhar o emprego com um olho e o barril com o outro.

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

Investimentos nos mercados financeiro e de capitais envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

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