Call diário 03/11/2026 Eleições EUA | Fiscal | Pré - Copom | Nova Futura

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MORNING CALL NOVA FUTURA

3 de novembro | Terça-feira

MIDTERMS SEGURAM O MUNDO, FOCUS TESTA O BRASIL E COPOM CHEGA SOB PRESSÃO

A terça começa com dois centros de gravidade: eleições legislativas nos Estados Unidos e Copom amanhã no Brasil. Lá fora, futuros e Treasuries andam de lado antes das urnas. Aqui, o primeiro Focus pós-eleição pode mostrar o tamanho da deterioração em inflação, câmbio e Selic.

A curva brasileira já virou: o mercado trabalha majoritariamente com manutenção da Selic em 13,75%, enquanto DI longo continua acima de 15%.

MIDTERMS COLOCAM WALL STREET NA DEFENSIVA

Todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 vagas do Senado estão em disputa.

Segundo o material enviado, pesquisas apontam vantagem democrata na Câmara e disputa mais aberta no Senado.

Para o trader, importa menos a narrativa eleitoral e mais o efeito sobre fiscal americano, regulação, dólar e Treasury.

FOCUS É O PRIMEIRO TESTE DO DIA

Sai às 8h25, já incorporando boa parte da turbulência pós-eleitoral.

O mercado quer ver quanto subiram projeções de inflação, dólar e Selic.

Se a piora vier forte, aumenta a pressão para o Copom interromper definitivamente o ciclo de cortes.

COPOM: PAUSA VIROU A APOSTA PRINCIPAL

A curva precifica cerca de 80% de chance de manutenção amanhã e 20% de corte de 0,25 ponto, segundo o relatório de apoio.

Há duas semanas, o debate era quanto cortar.

Agora, o mercado quer saber quão duro será o comunicado.

DI LONGO SEGUE PESADO

Jan/29 fechou perto de 14,94%, Jan/31 em 15,21% e Jan/33 em 15,27%.

Esses níveis mostram que o problema não está mais apenas na próxima reunião.

A curva está cobrando 2027.

DÓLAR CARREGA ALTA DE 9% NA SEMANA

A moeda terminou sexta-feira em R$ 5,4443, maior avanço semanal desde 2008.

Fiscal, equipe econômica e juros americanos continuam sustentando prêmio.

Enquanto esses três vetores não melhorarem juntos, o real terá dificuldade para normalizar.

IBOVESPA VOLTA DO FERIADO DEPOIS DE PERDER 18%

O índice encerrou sexta aos 167.922 pontos e acumulou cinco pregões consecutivos de queda.

Desde o recorde pós-primeiro turno, foram cerca de 41 mil pontos devolvidos.

Preço caiu muito. Convicção ainda não voltou.

DURIGAN TENTA FECHAR UMA FRENTE DE ESTRESSE

O ministro da Fazenda afirmou que não existe proposta de tabelamento de juros na mesa de Lula e negou reunião agendada com André Lara Resende.

A discussão ganhou peso porque propostas de redução programada da Selic voltaram ao debate político.

Para o mercado, qualquer interferência percebida na política monetária entra rapidamente na curva.

TESOURO VOLTA AO MERCADO

Depois de cancelar leilões e recomprar títulos na semana passada, o Tesouro retoma hoje oferta regular de NTN-B e LFT.

É um teste importante.

Mais do que a taxa, vale observar demanda e capacidade de absorção dos títulos depois do choque recente.

PETRÓLEO TENTA RECUPERAR DEPOIS DO TOMBO

Brent volta para perto de US$ 106 depois de cair mais de 7% no feriado.

Negociações com o Irã trouxeram alívio, mas a guerra continua longe de uma solução definitiva.

Para Petrobras, menos petróleo reduz suporte operacional justamente quando a ação ainda carrega forte risco doméstico.

PETROBRAS DEVE AJUSTAR O FERIADO

Os ADRs caíram 3,55% ontem em Nova York acompanhando o petróleo.

A abertura da estatal pode carregar esse ajuste.

Além disso, a companhia elevou em 7,2% o querosene de aviação desde novembro.

IA CONTINUA PESANDO EM WALL STREET

Nasdaq 100 já entrou em correção técnica.

Apple caiu mesmo com bons resultados, Palantir também recuou e o mercado segue incomodado com a dimensão dos investimentos em infraestrutura de IA.

O debate deixou de ser crescimento da tecnologia.

Agora é retorno sobre trilhões de dólares de capital.

ITAÚ É O BALANÇO DO DIA

Resultado sai após o fechamento.

O consenso do relatório aponta lucro perto de R$ 12,5 bilhões.

Margem financeira, serviços e qualidade do crédito serão mais importantes que o lucro isoladamente.

PETROBRAS, BANCOS E VALE VOLTAM COM AJUSTES DIFERENTES

Petrobras sente o petróleo mais fraco.

Bancos tiveram recuperação nos ADRs durante o feriado.

Vale ficou praticamente estável em Nova York.

A abertura brasileira pode começar mais setorial do que direcional.

RADAR DIRETO PARA O TRADER

8h25: Focus

10h: PMI industrial Brasil

12h: dados industriais dos EUA

Hoje: leilões de NTN-B e LFT

Hoje: primeira sessão do Copom

Pós-mercado: Itaú, BB Seguridade, RD Saúde, ISA Energia e Marcopolo

22h45: PMI de serviços da China

Dólar: R$ 5,4443

Ibovespa: 167,9 mil

DI Jan/29: ~14,94%

DI Jan/31: ~15,21%

DI Jan/33: ~15,27%

Brent: ~US$ 106

Minério: ~US$ 90,70

LEITURA DA MESA

“Hoje o Brasil volta do feriado com muita coisa ainda mal resolvida. O exterior segura risco por causa das eleições americanas; aqui, Focus e Copom colocam juros novamente no centro da tela. Depois de uma semana de choque, o mercado quer saber se a piora ficou no preço ou se as expectativas ainda têm espaço para deteriorar.”

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