Resumo do dia
O mercado inicia o dia sob influência direta da escalada da guerra, com petróleo em alta, pressão inflacionária e decisões de bancos centrais no radar.
Petróleo volta a subir com escalada da guerra
Impacto: Pressão inflacionária global aumenta às vésperas da Superquarta.
Comentário: Novos ataques do Irã a infraestruturas energéticas no Golfo reacenderam o risco geopolítico. O Brent voltou a se aproximar de US$ 105, com interrupções relevantes na produção, já perto de 7 milhões de barris por dia. O Estreito de Ormuz segue no centro do jogo e mantém o mercado em alerta máximo.
Mercados globais retomam cautela
Impacto: Aversão a risco volta e limita recuperação das bolsas.
Comentário: Após um breve alívio ontem, os ativos voltam a operar com cautela. Futuros em NY caem levemente, enquanto o petróleo sobe e reacende o medo de inflação. O mercado segue sensível a qualquer headline da guerra, com volatilidade ainda elevada.
Superquarta chega com inflação no radar
Impacto: Bancos centrais podem adotar tom mais duro.
Comentário: Fed, BCE, BoE, BoJ e Copom decidem juros nesta semana. Com petróleo pressionando inflação, cresce o risco de um discurso mais hawkish, atrasando cortes. No caso do Fed, o mercado já reduz apostas de alívio mais cedo.
Copom: corte de 0,25 vira consenso, mas com risco de pausa
Impacto: Incerteza sobre início do ciclo de queda da Selic.
Comentário: O choque do petróleo e o IPCA mais forte mudaram completamente o jogo. O consenso migrou para corte de 0,25pp, com parte do mercado já admitindo Selic estável. A decisão de amanhã será uma das mais difíceis dos últimos ciclos.
Tesouro entra em campo para segurar os juros
Impacto: Alívio técnico na curva, mas cenário segue pressionado.
Comentário: Após a disparada dos DIs, o Tesouro atuou fora do cronograma, recomprando títulos e injetando liquidez. O movimento ajudou a aliviar os prêmios, mas não resolve o problema estrutural: inflação pressionada pelo petróle
Ibovespa tenta reagir, mas cenário segue frágil
Impacto: Bolsa ainda dependente do exterior e dos juros.
Comentário: O índice subiu na véspera com melhora externa, mas o ambiente continua instável. Petrobras segue no radar com petróleo alto, enquanto bancos e cíclicas continuam sensíveis à curva de juros.
Dólar e juros seguem voláteis
Impacto: Fluxo defensivo continua ditando preço.
Comentário: O câmbio teve alívio com melhora pontual do risco, mas o cenário ainda é de alta volatilidade. Com o petróleo pressionando inflação global, o movimento estrutural ainda favorece proteção.
Radar do dia
Leilão de LFT pelo Tesouro
Possíveis novas intervenções na curva
Dados de inflação IPC-Fipe e IGP-10
Exterior ainda guiado pela guerra
Resumo da mesa
O mercado entrou definitivamente em modo geopolítico. Com o petróleo novamente subindo e a guerra escalando, a Superquarta ganha ainda mais peso. O Copom decide juros, mas quem continua mandando no jogo é o petróleo.
Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.
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