Call diário 16/3/2026

Tempo de leitura: 3 min.

 

Resumo do dia

 Petróleo acima de US$ 100 mantém o mercado em modo defensivo, pressiona inflação global e coloca decisões de bancos centrais e Copom no centro das atenções. 

Guerra no Oriente Médio mantém petróleo acima de US$ 100 

Impacto: Pressão inflacionária global e aumento da aversão a risco.

Comentário: O conflito entra na terceira semana e o Estreito de Ormuz segue no radar. Trump pressiona aliados para reabrir a rota, enquanto o Irã nega qualquer negociação. Com cerca de 20% do fluxo global de petróleo ameaçado, o barril segue acima de US$100, mantendo o mercado em modo defensivo.

Superquarta global pode mudar o tom da política monetária 

Impacto: Juros globais podem permanecer altos por mais tempo.

Comentário: A semana concentra decisões de Fed, BCE, BoE, BoJ e PBoC. Com petróleo pressionando inflação, o risco é de bancos centrais adotarem um discurso mais hawkish, atrasando cortes de juros. No Fed, o mercado já começa a jogar o início do ciclo de queda para o segundo semestre ou até 2027 em alguns cenários.

Copom entra na semana sob pressão do petróleo e da inflação 

Impacto: Corte da Selic pode ser menor ou até adiado.

Comentário: A disparada do petróleo e o IPCA mais forte em fevereiro (+0,70%) bagunçaram as apostas do mercado. O que era corte de 0,50pp já virou 0,25pp e algumas mesas começam a cogitar até manutenção da Selic. A curva de juros disparou e o DI já testou 14%, sinal de que o BC terá decisão difícil.

Atividade no Brasil segue resiliente às vésperas do Copom 

Impacto: Crescimento mais forte pode limitar cortes de juros.

Comentário: O IBC-Br de janeiro deve subir cerca de 0,9%, mostrando que a economia segue aquecida mesmo com juros elevados. Para o Banco Central, atividade forte somada à inflação pressionada por energia é justamente o tipo de combinação que pede mais cautela no ciclo de cortes.

 

Dólar global forte e fuga para proteção 

Impacto: Pressão no câmbio e nos ativos de risco.

Comentário: Com a guerra elevando incertezas e o Fed possivelmente mais cauteloso, o DXY voltou acima de 100 pontos, algo que não acontecia desde novembro. O fluxo global migra para ativos defensivos e emergentes sentem o impacto.

Bolsa brasileira sofre com juros e guerra 

Impacto: Ibovespa mais sensível a juros longos e aversão a risco.

Comentário: Nem Petrobras conseguiu segurar o índice. O Ibovespa caiu e já acumula queda de quase 6% desde o início do conflito, enquanto bancos e cíclicas sofrem com a disparada da curva de juros.

Petrobras reajusta diesel após quase um ano 

Impacto: Pressão inflacionária moderada e debate fiscal.

Comentário: A estatal elevou o diesel em 11,6% após 312 dias sem reajuste, mas o impacto nas bombas foi suavizado por subsídio do governo. Ainda assim, combustível segue no radar do mercado porque qualquer alta mais forte pode contaminar a inflação.

Radar do mercado hoje 

08h25: Boletim Focus
09h00: IBC-Br de janeiro
09h30: Empire State (EUA)
10h15: Produção industrial dos EUA

Semana: Decisões de Fed, BCE, BoE, BoJ e Copom.

 

Resumo da mesa 

O mercado entra na semana com três variáveis dominando o jogo:

- Guerra
- Petróleo
- Juros

Se o barril continuar acima de US$100, a chance de cortes agressivos de juros no Brasil e no mundo fica cada vez menor.

 

 

Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não devendo ser interpretado como oferta, solicitação de oferta, recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. As decisões de investimento devem considerar os objetivos, perfil de risco e situação financeira específica de cada investidor.

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